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Prisão de Daniel Vorcaro e colapso do Banco Master impulsionam apurações

Prisão de Daniel Vorcaro amplia desdobramentos da crise do Banco Master, com credores ainda sendo ressarcidos pelo FGC

Foto de 28 de fevereiro de 2026 mostra o prédio que abrigava o Banco Master, no Itaim Bibi, na Zona Sul de São Paulo, cercado por tapumes — Foto: Felipe Cordeiro/g1
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  • Nesta quarta-feira, 4 de março de 2026, o ministro André Mendonça, do STF, decretou a prisão preventiva de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, em meio a investigações da Polícia Federal sobre fraude, corrupção de servidores e uso de “milícia privada” para intimidar opositores.
  • O Banco Master foi liquidado pelo Banco Central em 18 de novembro de 2025, levando à liquidação de várias empresas do grupo e ao ressarcimento de bilhões pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
  • O Banco BRB chegou a tentar comprar cerca de 58% do Master em março de 2025, por aproximadamente 2 bilhões de reais, objetivo de ampliar atuação nacional; a operação foi barrada pelo BC em setembro por falta de documentos e viabilidade.
  • Entre as consequências estão a deterioração do patrimônio do BRB, afastamento do então presidente e um prejuízo de cerca de R$ 12,2 bilhões com créditos considerados inexistentes ligados ao Tirreno; o governo do DF digou apoio com imóveis para captação de recursos.
  • O FGC atuou desde o socorro financeiro até o ressarcimento, com cerca de 84% dos credores do Master já recebendo, totalizando bilhões; clientes do Will Bank ficam sem cobertura do FGC e aguardam devolução segregada pelo BC.

O Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro, teve nova dimensão nesta quarta-feira (4), com a prisão preventiva do empresário. A decisão foi tomada pelo ministro André Mendonça, do STF, como parte de apurações da PF sobre fraude e uso de uma “milícia privada” para intimidar opositores.

A crise envolveu o fim das atividades do Master no ano passado, decidido pelo BC, e a liquidação de várias empresas do grupo. Milhões de clientes ficaram impactados; o FGC teve que ressarcir bilhões de reais.

A prisão de Vorcaro ocorreu após investigação que aponta estrutura de corrupção, organização criminosa e tentativa de interferir em decisões regulatórias. As autoridades também bloquearam cerca de R$ 22 bilhões de bens do grupo.

O grupo Master reuniu bancos e corretoras, incluindo Banco Master S/A e Will Bank, além de outras entidades como Letsbank e Banco Pleno. A liquidação extrajudicial foi decretada em 18 de novembro de 2025.

A Polícia Federal aponta que o patrimônio foi inflado com ativos fictícios. Em operação anterior, Vorcaro já tinha sido preso, mas foi solto pela Justiça. Hoje, o STF manteve a prisão preventiva.

Daniel Vorcaro respondeu a acusações de gestão fraudulenta, organização criminosa e lavagem de dinheiro, com base em mensagens e evidências coletadas pelas autoridades.

Contexto financeiro e regulatório

A liquidação envolveu a falência de várias instituições do conglomerado, com perdas bilionárias para credores. O BC já havia barrado propostas de venda que poderiam ressarcir clientes de forma adequada.

Impactos nos clientes e no FGC

Sete instituições do grupo foram liquidadas, entre elas o Will Bank. Quem tem investimentos ficou sob o amparo do FGC, com teto de 250 mil por CPF ou CNPJ, salvo exceções para valores acima do teto.

O FGC realizou pagamentos significativos, chegando a cerca de 37,2 bilhões de reais a 84% dos credores do Master. Clientes do Will Bank tiveram antecipação de até 1 mil reais, sem cobertura do FGC.

Medidas administrativas

Foi determinado o bloqueio de bens de Vorcaro e de demais integrantes, além do afastamento de servidores do BC envolvidos de alguma forma. Também houve suspensão de atividades de empresas ligadas ao grupo.

Futuro do processo e desdobramentos

A investigação aponta para novos desdobramentos sobre a existência de abusos, fraudes e tentativas de manipulação regulatória. O caso envolve uma ampla rede de pessoas e instituições.

Observação sobre a atuação pública

A Justiça também avaliou vínculos de autoridades com o caso, promovendo redistribuição de atribuições entre ministros do STF. A frente de atuação continua voltada à apuração de crimes financeiros.

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