- Nesta quarta-feira, 4 de março de 2026, o ministro André Mendonça, do STF, decretou a prisão preventiva de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, em meio a investigações da Polícia Federal sobre fraude, corrupção de servidores e uso de “milícia privada” para intimidar opositores.
- O Banco Master foi liquidado pelo Banco Central em 18 de novembro de 2025, levando à liquidação de várias empresas do grupo e ao ressarcimento de bilhões pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
- O Banco BRB chegou a tentar comprar cerca de 58% do Master em março de 2025, por aproximadamente 2 bilhões de reais, objetivo de ampliar atuação nacional; a operação foi barrada pelo BC em setembro por falta de documentos e viabilidade.
- Entre as consequências estão a deterioração do patrimônio do BRB, afastamento do então presidente e um prejuízo de cerca de R$ 12,2 bilhões com créditos considerados inexistentes ligados ao Tirreno; o governo do DF digou apoio com imóveis para captação de recursos.
- O FGC atuou desde o socorro financeiro até o ressarcimento, com cerca de 84% dos credores do Master já recebendo, totalizando bilhões; clientes do Will Bank ficam sem cobertura do FGC e aguardam devolução segregada pelo BC.
O Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro, teve nova dimensão nesta quarta-feira (4), com a prisão preventiva do empresário. A decisão foi tomada pelo ministro André Mendonça, do STF, como parte de apurações da PF sobre fraude e uso de uma “milícia privada” para intimidar opositores.
A crise envolveu o fim das atividades do Master no ano passado, decidido pelo BC, e a liquidação de várias empresas do grupo. Milhões de clientes ficaram impactados; o FGC teve que ressarcir bilhões de reais.
A prisão de Vorcaro ocorreu após investigação que aponta estrutura de corrupção, organização criminosa e tentativa de interferir em decisões regulatórias. As autoridades também bloquearam cerca de R$ 22 bilhões de bens do grupo.
O grupo Master reuniu bancos e corretoras, incluindo Banco Master S/A e Will Bank, além de outras entidades como Letsbank e Banco Pleno. A liquidação extrajudicial foi decretada em 18 de novembro de 2025.
A Polícia Federal aponta que o patrimônio foi inflado com ativos fictícios. Em operação anterior, Vorcaro já tinha sido preso, mas foi solto pela Justiça. Hoje, o STF manteve a prisão preventiva.
Daniel Vorcaro respondeu a acusações de gestão fraudulenta, organização criminosa e lavagem de dinheiro, com base em mensagens e evidências coletadas pelas autoridades.
Contexto financeiro e regulatório
A liquidação envolveu a falência de várias instituições do conglomerado, com perdas bilionárias para credores. O BC já havia barrado propostas de venda que poderiam ressarcir clientes de forma adequada.
Impactos nos clientes e no FGC
Sete instituições do grupo foram liquidadas, entre elas o Will Bank. Quem tem investimentos ficou sob o amparo do FGC, com teto de 250 mil por CPF ou CNPJ, salvo exceções para valores acima do teto.
O FGC realizou pagamentos significativos, chegando a cerca de 37,2 bilhões de reais a 84% dos credores do Master. Clientes do Will Bank tiveram antecipação de até 1 mil reais, sem cobertura do FGC.
Medidas administrativas
Foi determinado o bloqueio de bens de Vorcaro e de demais integrantes, além do afastamento de servidores do BC envolvidos de alguma forma. Também houve suspensão de atividades de empresas ligadas ao grupo.
Futuro do processo e desdobramentos
A investigação aponta para novos desdobramentos sobre a existência de abusos, fraudes e tentativas de manipulação regulatória. O caso envolve uma ampla rede de pessoas e instituições.
Observação sobre a atuação pública
A Justiça também avaliou vínculos de autoridades com o caso, promovendo redistribuição de atribuições entre ministros do STF. A frente de atuação continua voltada à apuração de crimes financeiros.
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