- A Volkswagen anunciou que a futura picape Tukan será o primeiro veículo eletrificado da marca produzido no Brasil.
- A Tukan inaugura o plano de ter, a partir deste ano, versão eletrificada de cada novo modelo desenvolvido e produzido na América do Sul; não substitui a Saveiro.
- O modelo é inédito no portfólio global, terá 76% de nacionalização de peças, motor elétrico vindo da Alemanha, baterias da China e montagem em São José dos Pinhais (Paraná).
- O lançamento ainda não tem data oficial.
- O contexto mostra crescimento de marcas asiáticas no Brasil, com BYD ocupando posição relevante; a Volkswagen afirma ter produzido quase 540 mil veículos no ano passado, em dois turnos.
A Volkswagen anunciou que a futura picape Tukan será o primeiro veículo eletrificado da marca produzido no Brasil. A confirmação foi divulgada nesta quarta-feira (04), com o objetivo de abrir um novo ciclo de eletrificação na região Sul da América do Sul, iniciando pela produção local.
Segundo a fabricante, a Tukan não substituirá a atual Saveiro, líder de vendas no segmento. O presidente da Volkswagen Brasil, Ciro Possobom, afirma que o modelo ocupará um segmento inédito para a empresa no país e será lançado sem data oficial.
A picape terá nacionalização de peças estimada em 76%. O propulsor elétrico ficará a cargo da fábrica da Alemanha e as baterias virão da China. O motor a combustão acompanhará a produção nacional, com a montagem ocorrendo em São José dos Pinhais, no Paraná.
Contexto do mercado argentino e brasileiro
A chegada da Tukan ocorre em meio ao crescimento de modelos elétricos e híbridos, que já respondem por mais de 10% das vendas no Brasil. A China, por meio da BYD, ganhou espaço recente com a inauguração de fábrica no país e ocupa posição relevante no ranking de vendas.
Possobom destaca que a Volkswagen trabalha com dois turnos, registrando quase 540 mil veículos produzidos no ano anterior, com crescimento de 17% ante 2023. O desempenho coloca a Volks na segunda posição de vendas no acumulado de janeiro e fevereiro, atrás da Fiat.
O executivo mencionou riscos na cadeia de suprimentos, apontando o impacto provável de atrasos por questões logísticas. Ele citou ainda o efeito de fatores como o inverno europeu e custos de frete, assegurando que há estoques suficientes para evitar paralisações.
O presidente da VW Brasil reforçou o compromisso da companhia com resultados estáveis no mercado local, apesar de margens no setor automotivo serem estreitas. Sobre o tema, o setor acompanha as mudanças regulatórias e o debate sobre benefícios a itens importados.
A empresa informou ter investido cerca de 3 bilhões de reais no Brasil em maquinário, modernização e P&D para a eletrificação. A rede de fornecedores locais representa 80% das operações, com o nível de nacionalização atingindo 85%.
Possobom ressaltou que o contexto de importação e incentivos é sensível. Ele apontou que o setor observa com atenção medidas que favoreçam ou desestimulem o equilíbrio econômico da indústria, destacando a importância de manter a competitividade frente a marcas chinesas.
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