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Bilionário indiano do setor de joias aposta no ouro em alta no longo prazo

Joy Alukkas aposta que o ouro continuará em alta nos próximos anos, diante de tensões geopolíticas que elevam demanda e valor de estoques

Joy Alukkas, fundador da rede Joyalukkas, diz que tensões geopolíticas e incertezas econômicas devem sustentar os preços do metal nos próximos anos
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  • Joy Alukkas, fundador do Joyalukkas Group, diz que o ouro tende a subir nos próximos dois a três anos devido a riscos geopolíticos e econômicos globais.
  • Ele afirmou à Bloomberg News que tensões mundiais levam investidores ao ouro, o que pode elevar os preços por alguns dias.
  • O metal atingiu recorde recente acima de US$ 5.000 por onça, com alta de mais de 75% em um ano.
  • A Joyalukkas mantém estoque próximo de 16.000 quilos de ouro entre barras e joias, distribuídos por mercados como Índia, Emirados Árabes Unidos e Estados Unidos.
  • A empresa planeja ampliar sua presença internacional, passando de sete para onze lojas nos EUA até o fim do próximo ano, além de abrir pontos na Nova Zelândia e no Canadá.

Joy Alukkas, magnata indiano da joalheria, projeta alta do ouro nos próximos anos em função de riscos geopolíticos e econômicos globais. Em Dubai, durante visita, ele avaliou o cenário e comentou sobre a volatilidade associada aos conflitos internacionais.

O empresário prevê que, na ausência de melhora real no quadro global, especialmente nos EUA, a tendência de alta deve se manter nos próximos dois a três anos. O movimento não deve exigir uma correção significativa, apenas quedas eventuais.

O ouro avançou mais de 75% em doze meses, acima de US$ 5.000 por onça, atingindo recorde em janeiro. A Joyalukkas Group, controlada por Alukkas, mantém estoque próximo de 16 mil quilos de ouro entre barras e joias em lojas nos Emirados, Índia, EUA e outros países.

Para o empresário, a elevação de preços valoriza o estoque ao longo do tempo, contribuindo para a resistência a oscilações de 10% a 20%. Contudo, aumenta o capital de giro, elevando o custo de recarga de mercadorias.

Com valor estimado em US$ 5,8 bi, Alukkas disse que um evento regional isolado tende a não levar o ouro a um novo patamar. Atingimentos mais expressivos exigem gatilhos globais como mudanças nas taxas de juros, no dólar, na inflação e na confiança dos investidores.

Os ataques a Dubai, que chegaram a fechar escolas e afetar expatriados, são citados como exemplo de turbulência regional. Mesmo assim, o empresário afirmou que fatores globais continuam determinantes para movimentos sustentados.

A demanda por barras e moedas de investimento permanece em crescimento, segundo o empresário. Há também uma nova tendência de clientes comprarem barras de prata de 10 a 50 gramas, ampliando o portfólio da empresa, que já trabalhava com joias para casamentos, festivais e datas comemorativas.

A Índia representa o maior mercado da Joyalukkas, seguida pelos Emirados Árabes e pelos Estados Unidos. Joy Alukkas iniciou o negócio com o pai há cerca de sete décadas, expandindo-se internacionalmente na década de 1980 e inaugurando showrooms no exterior, incluindo o primeiro nos Emirados Árabes Unidos.

Nos Estados Unidos, a empresa planeja aumentar o número de lojas de sete para 11 até o fim do próximo ano, com expansão adicional para a Nova Zelândia e o Canadá. John Paul Alukkas lidera os negócios internacionais, com participação de dois genros na operação indiana.

A volatilidade do ouro permanece sob influência de conflitos regionais, incluindo o entre EUA, Israel e Irã, conforme observam analistas. Alukkas sustenta visão de longo prazo de alta para o metal, sem hedging, segundo a entrevista à Bloomberg News.

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