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Calibração da Selic não é afrouxamento, BC encerra ciclo em ponto restritivo

Calibração da Selic não é afrouxamento, afirma diretor do BC; ciclo termina em ponto restritivo e indicação para março continua válida

REUTERS/Adriano Machado Em janeiro, o Copom do Banco Central manteve a Selic em 15% ao ano
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  • O diretor de Política Monetária, Nilton David, disse que a calibração da Selic neste mês não representa afrouxamento e que o ciclo vai terminar em ponto restritivo.
  • A indicação de corte de juros para março, dada pelo Banco Central em janeiro, segue válida para a próxima reunião do Copom.
  • O Copom manteve a Selic em 15% ao ano em janeiro e sinalizou a abertura para iniciar cortes neste mês.
  • O mercado espera o tamanho do corte, com incertezas globais e eleições, levando a uma mudança de 50 pontos-base para 25 pontos-base em ajustes previstos.
  • O BC afirma que não reage a ruídos, analisa o Irã com serenidade e mantém o horizonte de política monetária de dezoito meses.

O diretor de Política Monetária do Banco Central, Nilton David, informou em evento do Goldman Sachs, em São Paulo, que a calibração da Selic neste mês não configura afrouxamento e manterá o ciclo em ponto restritivo.

A calibração é distinta de redução da política monetária. O BC não busca uma taxa de juro neutra e pretende terminar o ciclo ainda em nível restritivo, com a reunião de março como foco.

Segundo David, espera-se maior volatilidade no mercado neste ano devido às eleições presidenciais, o que reduz a eficácia da política monetária; a proteção adicional de juros ajuda nesse cenário.

O Copom manteve a Selic em 15% ao ano em janeiro e sinalizou início de cortes neste mês, com o tamanho do recuo ainda indefinido, diante de cenários externos incertos.

Mercado questiona o tamanho do ajuste após o início de conflitos no Oriente Médio. Apostas passaram de cortes de 50 pontos-base para 25 pontos-base, diante da volatilidade global.

David apontou que não há como prever a decisão do Copom, ressaltando que fatores geopolíticos serão avaliados com serenidade, sem reagir a ruídos. O horizonte de política monetária é de cerca de 18 meses.

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