- O leilão do Galeão está marcado para 30 de março, e a Vinci Compass quer manter o controle do terminal.
- A gestora brasileira, listada na Nasdaq, planeja usar o Galeão como plataforma para novas oportunidades no setor, inclusive fora do país.
- A Vinci entrou no Galeão ao comprar 70% da participação da Changi, no ano passado, após a repactuação contratual com o governo que levou à relicitação do terminal.
- A relicitação será aberta a concessionários atuais e a novos interessados; a Vinci vê o Galeão como o primeiro ativo de um investimento mais robusto no setor.
- Além do Galeão, a companhia mira outros aeroportos como Viracopos e Brasília, além de potenciais aquisições na América Latina e no México, com a parceria com a Changi podendo se repetir.
A Vinci Compass confirmou ao mercado que vê o leilão do Galeão, marcado para 30 de março, como ponto de partida para novos voos. A gestora brasileira quer manter o controle do terminal no Rio de Janeiro e usá-lo como plataforma para mais oportunidades, inclusive fora do país.
A participação da Vinci no Galeão começou no ano passado, após a aquisição de 70% da fatia detida pela Changi, de Singapura. A operação ocorreu após a repactuação contratual com o governo, que abriu caminho para a relicitação do terminal.
Detalhes do movimento e cenário concorrencial
A operação envolveu a Changi fechar acordo para encerrar disputas e renegociar a concessão, com o Galeão abrindo espaço a novos interessados. A Vinci vê o Galeão como o primeiro ativo de um plano de investimento mais robusto no setor.
Além do Galeão, a empresa mira outros aeroportos que passaram por repactuação, como Viracopos e Brasília, com a ideia de futuras aquisições no setor. Em paralelo, analisa oportunidades na América Latina em infraestrutura.
Perspectivas internacionais e composição do grupo
No exterior, a Vinci avalia alvos no México e em países da região, mantendo acordo com a Changi para explorar conjuntamente oportunidades de negócios. A estratégia de internacionalização ganhou força após a incorporação da Compass Group, em 2024.
A Vinci atua em private equity, crédito, real estate e equities, com atuação em infraestrutura. O grupo administra cerca de R$ 316 bilhões em ativos, conforme informações públicas.
Cenário competitivo do Galeão
No leilão do Galeão, a Vinci e a Changi enfrentam concorrentes como Zurich, que opera Natal e Florianópolis, e Aena, operatora de Congonhas. A disputa coloca o terminal sob vigilância do mercado até a block de venda.
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