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Vorcaro compara setor bancário a máfia em mensagens apreendidas pela PF

Vorcaro afirma que setor bancário é “igual máfia” em mensagens apreendidas pela PF, durante tentativa do BRB de comprar o Master, em meio a rombo de até R$ 47 bilhões

Daniel Vorcaro, presidente do Banco Master. Foto: Reprodução redes sociais
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  • Daniel Vorcaro, ex-presidente do Banco Master, afirmou em mensagem obtida pela PF que ter banco é “igual máfia” e que “não dá pra sair”, em 7 de abril de 2025, durante o período em que o BRB tentava comprar o Master.
  • As mensagens foram trocadas com a namorada dele, Martha Graeff, e mostram supostos ataques de André Esteves, do BTG Pactual, ao Master, além de elogiar relações com políticos, como o senador Ciro Nogueira (PP-PI).
  • Vorcaro foi preso novamente pela Polícia Federal na quarta-feira pela terceira fase da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes estimadas em até 47 bilhões de reais ao Fundo Garantidor de Créditos.
  • No ano passado, o empresário já havia sido alvo de mandado de prisão na primeira fase da operação, mas teve liberdade provisória com tornozeleira eletrônica.
  • A nova prisão foi embasada por mensagens localizadas no celular dele, apreendido na primeira fase; entre as mensagens, ele também teria feito ameaças a jornalistas e a outras pessoas que supostamente teriam contrariado seus interesses.

Daniel Vorcaro, ex-presidente do Banco Master, foi preso novamente pela Polícia Federal na manhã desta quarta-feira, na terceira fase da Operação Compliance Zero. A investigação apura fraudes que podem ter causado um rombo de até 47 bilhões de reais ao Fundo Garantidor de Créditos.

O período em foco das mensagens ocorreu quando o Banco de Brasília (BRB) tentava adquirir o Master. Em conversas com sua namorada, Martha Graeff, Vorcaro descreveu o setor bancário como mafioso e afirmou que não haveria saída do negócio, mantendo o tom com frases duras sobre o tema.

Outras mensagens mencionaram supostos ataques atribuídos ao banqueiro André Esteves, do BTG Pactual, e enfatizaram laços com políticos, incluindo o senador Ciro Nogueira (PP-PI), a quem Vorcaro dizia ser amigo e pretendia apresentar.

Contexto da operação e consequências

A nova detenção decorre de mensagens localizadas no celular dele, apreendido na primeira fase da ação. Segundo as investigações, Vorcaro também teria feito ameaças a jornalistas e a pessoas que contestaram seus interesses.

No ano anterior, o empresário já havia sido alvo de mandado de prisão na mesma operação, mas obteve liberdade provisória mediante uso de tornozeleira eletrônica. A PF não comentou detalhes adicionais sobre o andamento das investigações.

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