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Hammack afirma que o Fed deve reduzir a inflação diante do choque do petróleo

Inflação pode recuar neste ano, abrindo espaço para cortes, mas o Fed pode manter juros se a pressão não ceder diante do choque do petróleo

Beth Hammack, presidente do Federal Reserve de Cleveland, durante entrevista à Reuters em Nova York, nos EUA
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  • Beth Hammack, presidente do Federal Reserve de Cleveland, disse que a inflação deve recuar para 2%, mas não é certo que termine o ano com esse nível.
  • Se as pressões inflacionárias não recuarem no segundo semestre, o Fed pode adotar uma postura monetária mais restritiva para manter a inflação na meta.
  • Mesmo com o cenário, as taxas de juros devem permanecer, por ora, inalteradas por um bom tempo.
  • A presidente afirmou que é possível, mas não garantido, que a inflação chegue a 2% até 2027; o Fed pode reduzir juros se houver confiança de que a meta será atingida.
  • Ainda é incerto o impacto do choque de petróleo ligado à tensão entre Trump e o Irã sobre a inflação futura.

Em meio à incerteza provocada pelo choque no petróleo, a presidente do Federal Reserve de Cleveland, Beth Hammack, afirmou que o banco central pode considerar medidas mais restritivas se a inflação não recuar neste ano, mesmo diante de sinais de desaceleração. A fala foi dada à Reuters.

Ela explicou que, embora espere progresso rumo à meta de 2%, não acredita que o sistema inflacionário alcance esse patamar ainda neste ano. Nesse cenário, o Fed pode manter os juros estáveis por um período, com vigilância sobre a evolução dos preços.

Caso as pressões inflacionárias não diminuam no segundo semestre, Hammack indicou que novas ações de política monetária podem ser necessárias para assegurar a convergência para a meta. A avaliação envolve também o desempenho macroeconômico brasileirocs? (observação: manter foco no texto) Não, manter foco no Fed.

Impacto do choque do petróleo

A dirigente ressaltou que ainda não está claro como o recente choque de preços do petróleo, relacionado a tensões geopolíticas, afetará a inflação futura. Segundo Hammack, a análise envolve magnitude e persistência do choque e seu efeito sobre crescimento e contratação de empregos.

Ela lembrou que o efeito econômico depende de duração: se for curto, o impacto tende a ser limitado; se prolongado, pode exigir ajuste de política para manter a inflação sob controle. A decisão do Fed levará em conta esses cenários ao avaliar os próximos passos.

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