- Roberto Rodrigues afirma que 2026 será difícil para o agro brasileiro, com custos elevados, preços baixos e margens comprimidas, agravados por riscos geopolíticos.
- Ele diz que apenas quem tiver produtividade acima da média terá resultado positivo.
- A visão de médio prazo é otimista: a integração entre agro e energia pode colocar o Brasil como protagonista na transição energética, que deve ser híbrida entre petróleo e biocombustíveis.
- A pandemia e guerras recentes colocaram segurança alimentar e segurança energética no centro da política global, segundo o ex-ministro.
- O Brasil passou de importador de cerca de 30% da comida há cinquenta anos para exportar para aproximadamente 200 países.
O episódio do POWER trouxe as análises de Roberto Rodrigues, ex-ministro da Agricultura e professor emérito da FGV, sobre o cenário do agronegócio brasileiro. O debate aponta que 2026 tende a ser difícil para o setor, segundo ele.
Rodrigues descreve a situação como uma tempestade perfeita: custos elevados, preços mais baixos e margens comprimidas, agravados por riscos geopolíticos. Ele alerta que apenas produtores com produtividade acima da média devem obter resultados positivos.
Perspectivas de curto prazo
Para o curto prazo, a visão é de dificuldade, com impactos já observados na rentabilidade do campo. O especialista ressalta a necessidade de eficiência e inovação para atravessar esse período.
Potencial estratégico do Brasil
No médio e longo prazo, a integração entre agro e energia aparece como caminho estratégico. Rodrigues prevê uma transição energética híbrida, com petróleo ganhando parceria com biocombustíveis.
Rodrigues aponta que eventos recentes reduziram a distância entre segurança alimentar e energética na agenda global. Segundo ele, um país sem comida está sob pressão, assim como um país sem energia.
O ex-ministro afirma que a agricultura tropical brasileira tem potencial para influenciar políticas públicas e enfrentar dilemas do século, como fome e pobreza, graças à sua tecnologia e capacidade de expansão.
Segundo ele, a transformação brasileira já é visível: há cinquenta anos o país importava cerca de 30% do que consumia; hoje exporta alimentos para aproximadamente 200 países.
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