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Vorcaro: venda do banco, reunião com o BC, mensagens a Moraes e prisão

Venda do Banco Master é anunciada; reunião com o Banco Central e mensagens com Moraes elevam o caso, levando à prisão do banqueiro

Agentes da PF conduzem Daniel Vorcaro à pista do aeroporto de São José dos Campos (SP) rumo a Brasília, na última sexta-feira (6). (Foto: Isaac Fontana/EFE)
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  • No dia 17 de novembro de 2025, Daniel Vorcaro anunciou a venda do Banco Master, participou de reunião com o Banco Central e, segundo a Polícia Federal, trocou mensagens com o ministro Alexandre de Moraes; foi preso naquela noite ao tentar embarcar para os Emirados Árabes Unidos.
  • A PF aponta que as mensagens, registradas em celular, evidenciam agenda do banqueiro horas antes da primeira detenção e indicam uso de rascunhos mantidos no aparelho. Moraes teria utilizado estratégia semelhante para enviar mensagens.
  • Às 7h19, Vorcaro informou ao ministro Moraes que buscava antecipar a venda ao grupo Fictor e negociar com investidores dos Emirados, citando possível vazamento de informações.
  • Às 11h08, o site O Bastidor publicou reportagem sobre o caso, afirmando que Vorcaro teria pago 2 milhões para o publicador Diego Escosteguy; a PF localizou texto semelhante no bloco de notas do celular do banqueiro.
  • Às 22h, Vorcaro foi preso pela Polícia Federal antes de embarcar; a liquidação do Master foi anunciada menos de 12 horas após a prisão, e ele ficou 11 dias preso, depois solto sob tornozeleira, com monitoramento mantido após nova ordem judicial.

O dia 17 de novembro de 2025 ficou marcado pela intensa atividade do banqueiro Daniel Vorcaro. Em poucas horas, ele anunciou a venda do Banco Master, participou de reunião com o Banco Central e esteve envolvido em mensagens com autoridades. No fim, foi preso ao tentar viajar para os Emirados Árabes Unidos.

Relatos da Polícia Federal indicam que o conteúdo das mensagens trocadas por Vorcaro com interlocutores influentes em Brasília pode esclarecer a rede de contatos que sustentou as ações do empresário. A investigação envolve ainda a possível troca de mensagens com o ministro Alexandre de Moraes.

Moraes negou ter recebido as comunicações atribuídas e qualificou as mensagens como ilação divulgada para atingir o STF. A defesa de Vorcaro afirmou que o conteúdo seria parte de uma estratégia para evitar medidas cautelares, sem sucesso.

Cronologia do dia da primeira prisão

A venda do Banco Master foi anunciada no período da manhã, com Vorcaro dizendo ter condições de assinar parte do negócio ainda naquele dia e negociar com investidores do Golfo. Também sinalizou preocupação com vazamentos de informações.

Pouco antes das 8h, representantes de Vorcaro tentaram fechar a venda de uma cobertura de alto padrão no Vizcaya Itaim, em São Paulo, avaliada em cerca de 60 milhões de reais. A negociação avançou, mas não foi concluída conforme apurado pela imprensa.

Às 11h, o site quebrou a notícia envolvendo a operação, após suposta intervenção financeira na divulgação. A PF indicou que havia material sigiloso relacionado a investigações criminais em andamento contra Vorcaro, incluindo ações ligadas ao banco.

Às 14h, houve reunião virtual com o Banco Central. Participaram auditores da instituição e houve menção à venda a investidores estrangeiros. O BC informou a liquidação do Master para o dia seguinte, com a defesa de Vorcaro buscando medidas legais.

Às 15h, o juiz determinou a prisão de Vorcaro. A defesa protocolou petição contrária a medidas cautelares que poderiam impactar o conglomerado Master, ainda sem contestação formal para aqueles atos.

No fim da tarde, Vorcaro enviou nova mensagem a Moraes atualizando sobre a venda. Pouco depois, o anúncio da aquisição pelo grupo Fictor foi tornado público.

Encerramento e efeitos imediatos

Antes de tentar embarcar para os Emirados, Vorcaro fez mais uma cobrança de atualizações ao ministro. Moraes respondeu com conteúdo não divulgado, conforme registros de mensagens. Na noite seguinte, houve a prisão pela PF antes do embarque.

A liquidação do Master foi anunciada pela autoridade competente menos de 12 horas após a prisão. Vorcaro ficou detido por 11 dias, sob monitoramento eletrônico, até ser colocado em liberdade condicional e sob nova vigilância. Medidas permaneceram até nova prisão decretada pelo STF.

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