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Bolsas caem e petróleo dispara com a guerra no Oriente Médio

Bolsas caem globalmente e o petróleo dispara com a guerra no Oriente Médio, elevando temores de inflação e impacto econômico mundial

Bolsas asiáticas fecharam em queda nesta segunda-feira – foto: Philip Fong/AFP
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  • As bolsas globais fecharam em queda nesta segunda-feira, com forte recuo nas bolsas da Ásia e da Europa, após o início da segunda semana do conflito no Oriente Médio.
  • O petróleo disparou: o preço do petróleo WTI chegou a 119,48 dólares por barril e estava em 104,96 dólares no momento, enquanto o Brent avançou para 108,82 dólares por barril.
  • O gás na Europa também subiu, com o contrato TTF holandês em 69,50 euros, sinalizando pressão inflacionária nos mercados de energia.
  • Ataques a campos de petróleo no Iraque e a região curda levaram à redução da produção por parte de Emirados Árabes Unidos e Kuwait; o Estreito de Ormuz permanece fechado, interrompendo a passagem de parte do petróleo e gás mundial.
  • O G7 avalia usar de forma coordenada reservas estratégicas de petróleo para conter a escalada de preços; a Agência Internacional de Energia reforça a necessidade de manter reservas equivalentes a noventa dias de importações.

As bolsas globais caíram nesta segunda-feira, 9, com o petróleo disparando até quase 120 dólares por barril, diante da continuidade do conflito no Oriente Médio. O medo de um impacto econômico global ampliou a queda nos índices e elevou o prêmio de risco entre investidores.

A sessão foi marcada por recuos em regiões-chave: Seul perdeu quase 6%, Tóquio registrou queda de 5,2%, e as bolsas europeias também ficaram no vermelho, com Paris, Frankfurt, Londres, Madri e Milão em baixa. Wall Street também mostrou fechamento em terreno negativo na semana anterior, com o dólar se fortalecendo.

No mercado de energia, o barril WTI chegou a quase 120 dólares, após alta de mais de 15% a 3h30 de Brasília. O Brent superou 119 dólares, subindo cerca de 17%. O preço do gás europeu via contratos futuros também subiu fortemente, acompanhando a escalada dos preços de energia.

As dificuldades de oferta apareceram após ataques a campos no sul do Iraque e na região curda, além de reduções de produção nações vizinhas como Emirados Árabes Unidos e Kuwait, em resposta aos confrontos regionais. O estreito de Ormuz, via por onde circula boa parte do petróleo mundial, permanece com tráfego suspenso desde o início do conflito.

Diante da pressão, o G7 avalia usar de forma coordenada reservas estratégicas de petróleo para conter a alta de preços. Uma videoconferência entre ministros de Finanças deve discutir a ação, segundo fontes próximas aos debates. A Agência Internacional de Energia orienta manter reservas equivalentes a 90 dias de importações.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, minimizou o impacto no curto prazo, afirmando que o aumento é temporário e necessário para a segurança. Especialistas, porém, alertam para efeitos inflacionários e impactos na cadeia produtiva global, com o petróleo acima de 100 dólares sendo considerado por alguns analistas como imposto à economia mundial.

Analistas destacam que o choque se espalha pela cadeia produtiva, elevando custos para manufaturas e serviços. A onda de preços elevados pode pressionar inflação, juros e demanda global nos próximos meses, ainda sem sinal de trégua no conflito regional.

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