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Financiamento em criptomoedas cresce 50% ano a ano, mesmo com menos negócios

Financiamento de criptomoedas cresce 50% ao ano, ultrapassando $25.5Bn, apesar da queda de 46% no volume de deals, concentrando-se em mega rodadas de late-stage

Messari data has shown that VC capital is on the up, but has become more concentrated between a select few crypto funding giants
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  • O financiamento em criptomoedas subiu 50% nos 12 meses encerrados em março de 2026, para mais de $25,5 bilhões, em comparação ao ano anterior.
  • O volume total de acordos caiu 46% no mesmo período.
  • O valor médio por negócio disparou para $34 milhões, alta de 272% em relação ao período anterior.
  • Há uma concentração de capital em megaprojetos de late stage, com o número de investidores ativos caindo 34,5% para 3.225.
  • Em fevereiro, apenas três eventos responderam por 44% dos $795 milhões captados, destacando a atuação de grandes investidores e a busca por ativos com modelo de negócio claro e barreiras regulatórias.

O financiamento de criptomoedas cresceu 50% no último ano, atingindo mais de 25,5 bilhões de dólares nos 12 meses encerrados em março de 2026. O volume total de negócios caiu 46% nesse período, segundo dados da Messari. A contradição indica concentração de capital em megarodadas de estágio avançado, com Venture Capitals menos ativos em apostas iniciais.

O valor médio por operação subiu para 34 milhões de dólares, frente a períodos anteriores, um aumento de 272%. Enquanto isso, o número de negócios fechados recuou pela metade. O conjunto sugere uma atuação mais focada em infraestrutura consolidada e players estabelecidos.

Concentração institucional e qualidade acima de quantidade

O domínio de megarodadas aponta que o mercado tende a se assemelhar ao fintech tradicional, com rounds tardios impulsionando o volume. Grandes investidores buscam redes já consolidadas e infraestrutura de peso, ao invés de tokens especulativos.

A quantidade de investidores ativos caiu 34,5%, para 3.225. A saída de investidores casuais e de fundos que estavam apenas em participação na Bitcoin bear market pode explicar parte da queda no número de deals.

Mudanças de ritmo e efeitos no ecossistema

Em fevereiro, três eventos de captação responderam por 44% dos 795 milhões de dólares levantados no mês. A operação da Tether com 200 milhões em um marketplace foi destaque, assim como uma rodada Series B da ARQ com 70 milhões liderada pela Sequoia.

Mercados de previsão também atraíram capital relevante, com novas trajetórias de investimento em plataformas reguladas. Mesmo com grandes cheques, o total mensal mostrou volatilidade, destacando dependência de poucos negócios para moldar números gerais.

Olhando para 2026: volatilidade e liquidez no radar

Há expectativa de abertura para ofertas públicas de ativos digitais em 2026, com panorama de IPOs liderados por nomes como Circle e Figure. Condições de ações e títulos influenciam a viabilidade de valuations elevados no público.

O papel entre capital de risco ligado a cripto e finanças tradicionais tende a se intensificar. Grandes instituições passam a ocupar espaço próximo de fundos específicos, sinalizando uma integração maior entre mercados.

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