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Guerra EUA x Irã eleva diesel, principal problema de curto prazo para o agro

Guerra no Golfo eleva preço do diesel, pressionando o agronegócio; produtores do Rio Grande do Sul enfrentam atrasos e restrições de abastecimento

A guerra dos EUA e Israel contra o Irã ocorre em um dos momentos em que o agronegócio brasileiro tem sua maior demanda por diesel
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  • A alta do diesel, impulsionada pela guerra no Golfo Pérsico, é o principal desafio de curto prazo para o agronegócio brasileiro, já que o Brasil importa cerca de 30% do combustível.
  • Há relatos de dificuldades de entrega de diesel no Rio Grande do Sul, com agentes limitando o abastecimento mesmo com custos maiores.
  • A demanda por diesel é alta por causa da safra recorde de soja e do plantio da segunda safra, atividades que não podem parar.
  • O aumento recente do preço do petróleo, que chegou a voltas de US$ 100 o barril, eleva custos de insumos e fertilizantes; importar fertilizantes nitrogenados fica mais caro, mas é gerenciável no momento.
  • A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis vai investigar denúncias de dificuldades de aquisição de diesel no RS; Federarroz orienta produtores a reportarem aumentos e dificuldades de abastecimento.

A escalada do conflito no Golfo Pérsico está elevando o preço do diesel no Brasil, afetando diretamente o setor agropecuário. O país importa cerca de 30% do combustível utilizado na lavoura, o que amplia o impacto da alta do petróleo sobre custos e operações.

Produtores relatam dificuldades de entrega de diesel no Rio Grande do Sul, com distribuidores restringindo o fornecimento. Mesmo com o petróleo em patamar elevado, a Petrobras mantém preços praticados, o que agrava a pressão sobre o caixa do campo.

O cenário chega em um momento de demanda recorde das lavouras, com a colheita da soja, o escoamento da safra de trigo e o plantio da segunda safra, atividades que consomem diesel em grande volume.

Diesel caro no curto prazo

Representantes do setor destacam que a principal preocupação imediata é o custo do combustível. Segundo Bruno Lucchi, diretor-técnico da CNA, o petróleo subiu de cerca de US$ 80 para US$ 100 por barril, elevando a percepção de risco no campo.

A alta do petróleo foi acelerada pela atuação de potências na região, com o Brent operando próximo a US$ 100 por barril em determinado momento. Dados indicam que a demanda de fertilizantes nitrogenados pode ser pressionada pela elevação de custo e restrições de importação.

O custo do diesel é parte relevante do custo total de produção, estimado em torno de 5% pelo setor. Há relatos de alta de até 1 real por litro na bomba entre regiões, o que eleva o custo de operações agrícolas já no curto prazo.

Ações e respostas oficiais

Lucchi informou que a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis avaliaria denúncias sobre dificuldades de aquisição no Rio Grande do Sul. A CNA disse ter sido informada por produtores sobre possíveis mecanismos de elevação de preço.

A Federarroz comunicou que orienta produtores gaúchos a registrar casos de aumento de preço ou de abastecimento irregular. Os relatos serão encaminhados a órgãos como o Ministério Público, a Polícia Civil, a Polícia Federal e a ANP para as providências cabíveis.

Enquanto isso, produtores observam que a importação de insumos pode ficar mais cara ou inviável, dependendo de suprimentos originários do Irã devido a riscos logísticos no Estreito de Ormuz. A situação adiciona complexidade à gestão de safra neste ano.

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