- A Indonésia avalia reativar a mistura obrigatória B‑50 de biodiesel à base de óleo de palma, citando altas no preço do petróleo por causa do conflito no Oriente Médio.
- Em janeiro o governo descartou o B‑50 neste ano, mantendo o B‑40, por questões técnicas e de financiamento.
- Dois cenários estão em análise: o B‑50 pode ser implementado no segundo semestre ou até antes, mantida a decisão sobre o B‑40 até o fim de 2026.
- O comitê diretor, que decide a política de biodiesel, é liderado pelo ministro-chefe da economia, Airlangga Hartarto, e acompanha os preços em tempo real.
- Autoridades destacam que o mandato de biodiesel tende a afetar o preço do óleo de palma, e o governo pode acelerar programas de biocombustíveis; há previsão de subsídios para mitigar o choque internacional.
A Indonésia pode reativar o plano de adotar a mistura obrigatória B50 de biodiesel à base de óleo de palma, em meio ao aumento dos preços do petróleo causado pelo conflito no Oriente Médio. A informação é do vice-ministro de energia, Yuliot Tanjung.
Segundo Tanjung, ainda não houve decisão oficial, mas o governo avalia cenários para avançar com o B50 no segundo semestre, ou até antes, enquanto o comitê diretor mantém a previsão de seguir com o B40 até o fim de 2026.
A decisão depende de análises técnicas e de financiamento, após a rejeição ao B50 em janeiro. O governo acompanha movimentos de preços em tempo real e monitora impactos na política de biodiesel.
A Indonésia, maior produtor mundial de óleo de palma, afirma que mudanças no uso doméstico influenciam também as exportações e, por isso, o governo busca equilibrar oferta interna e custos.
Autoridades associadas destacam que o B50 pode reduzir a dependência de diesel importado, mas ressaltam a necessidade de avaliação financeira e de infraestrutura para a implementação.
O ministro de Energia, Bahlil Lahadalia, comentou que programas de biocombustíveis podem ser acelerados, incluindo o B50 e planos de misturar bioetanol com gasolina, conforme reportagens locais.
O ministro das Finanças, Purbaya Yudhi Sadewa, disse estar preparado para ampliar subsídios aos combustíveis para enfrentar o impacto dos preços globais do petróleo.
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