- MRV&Co teve lucro líquido ajustado de R$ 116,6 milhões no quarto trimestre de 2025, revertendo prejuízo de R$ 153,7 milhões no mesmo período de 2024.
- A MRV Incorporação contribuiu com lucro de R$ 268 milhões no trimestre, alta de 242,9% na comparação anual, e a receita operacional líquida ficou em R$ 2,79 bilhões; a margem bruta atingiu 31%.
- No consolidado, a MRV&Co registrou receita líquida de R$ 3,04 bilhões no quarto trimestre, acima da média de analistas de R$ 2,85 bilhões (LSEG).
- O diretor financeiro, Ricardo Paixão, destacou diluição de despesas comerciais e administrativas como fator da melhora de lucratividade; há expectativa de continuidade de melhor desempenho no primeiro trimestre de 2026.
- O grupo ressalta impactos positivos do programa Minha Casa, Minha Vida, com potenciais ajustes nas faixas de renda, que podem elevar o enquadramento até R$ 13 mil; as mudanças dependem de aprovação do FGTS em 24 de março.
A MRV&Co informou lucro líquido ajustado de 116,6 milhões de reais no quarto trimestre de 2025, revertendo prejuízo de 153,7 milhões no mesmo período de 2024. A divulgação ocorreu nesta segunda-feira (9).
O desempenho foi puxado pela MRV Incorporação, cujo lucro atingiu 268 milhões, alta de 242,9% frente ao quarto trimestre anterior. A receita operacional líquida subiu 26,7%, para 2,79 bilhões de reais, e a margem bruta chegou a 31%, a melhor desde há 26 trimestres.
No consolidado, a MRV&Co registrou receita líquida de 3,04 bilhões de reais no período, acima da previsão média de analistas de 2,85 bilhões, segundo a LSEG. O diretor financeiro, Ricardo Paixão, afirmou que houve diluição de despesas comerciais e administrativas, fortalecendo o ganho de lucro.
O grupo aponta continuidade da tendência no primeiro trimestre de 2026, com início de ano mais brisko que 2025. Paixão citou melhoria nas estatísticas operacionais por dia útil e mencionou o programa Minha Casa, Minha Vida como fator relevante.
Sobre o programa habitacional, a companhia vê com bons olhos a proposta de elevar as faixas de renda para enquadramento, que podem chegar a 13 mil reais. A decisão será analisada pelo FGTS em reunião marcada para 24 de março.
Ao falar de impactos da reforma tributária, a MRV destacou que mudanças podem ampliar a renda disponível e aumentar a capacidade de crédito na compra do imóvel, ainda que o efeito líquido permaneça complexo no curto prazo.
Em relação à situação macro, a MRV não prevê alterações significativas em suas projeções se as taxas de juros permanecerem elevadas. A prioridade continua sendo gerar caixa e reduzir a dívida, independentemente de oscilações da Selic.
Segundo a empresa, as mudanças na tributação sobre a renda e o cenário do crédito influenciam operações, mas não alteram o foco de curto prazo: ampliar lucratividade e manter a liquidez para sustentar o ritmo de lançamentos e entregas.
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