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Mulher de Moraes diz que escritório nunca conduziu caso Master no STF

Escritório Barci de Moraes afirma ter atuado para o Banco Master em consultoria e compliance, sem processos no STF; contrato de até R$ 3,6 milhões mensais encerrou com liquidação

A advogada Viviane Barci de Moraes, esposa o ministro do STF Alexandre de Moraes, durante a posse de Edson Fachin como presidente do Supremo, em setembro
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  • O escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados, comandado pela advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, afirmou que nunca conduziu nenhuma causa do Banco Master no STF.
  • Em nota, a banca informou que foi contratada entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025 para prestar consultoria jurídica em diferentes frentes, mas não atuou em processos no STF.
  • A atuação descrita incluiu análise de documentos, elaboração de pareceres e apoio estratégico em temas regulatórios, de compliance e governança, com 94 reuniões e 36 pareceres produzidos.
  • O escritório afirmou ter feito revisão de políticas internas, apoio à estruturação do departamento de compliance, com elaboração de manuais e diretrizes de integridade corporativa e certificações de governança, e que Viviane Barci de Moraes e seus filhos atuam no escritório.
  • O contrato previa pagamentos de até R$ 3,6 milhões por mês, podendo chegar a até R$ 129 milhões em três anos; o banco pediu liquidação extrajudicial, encerrando o acordo antes do prazo e sem o pagamento total.

O Barci de Moraes Sociedade de Advogados, escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, afirma que não conduziu causas do Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF). A defesa destaca atuação para o banco entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025, sem envolver processos no STF.

Em comunicado, o escritório diz ter atuado em consultoria jurídica e em frentes diversas, com foco em temas regulatórios, compliance e governança. Segundo a nota, houve 94 reuniões com representantes do banco e 36 pareceres sobre contratos, previdência, regulação, trabalhista e proteção de dados.

O contrato previa pagamentos de até R$ 3,6 milhões por mês, segundo reportagem do O Globo publicada em dezembro. Ao todo, o acordo poderia chegar a até R$ 129 milhões em três anos, caso fosse cumprido integralmente. O Master entrou em liquidação extrajudicial, encerrando o contrato antes do prazo e sem pagamento integral.

Viviane Barci de Moraes e seus filhos atuam no escritório responsável pela consultoria ao banco. A nota reforça que a consultoria teve atuação antiga e que não houve atuação em processos no STF, além de justificar o modelo de atuação para grandes clientes e a ausência de relação com ações no tribunal.

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