- Frigol pretende elevar a produção de carne bovina em sessenta por cento em 2026, apoiada por acordos de prestação de serviços com DistriBoi e RioBeef em Rondônia.
- A ampliação de vendas à China, com duas plantas habilitadas para exportação (DistriBoi e RioBeef), coloca a Frigol como quarta maior exportadora para o mercado chinês.
- O acordo com DistriBoi permite também exportação para os Estados Unidos, buscando diversificação de mercados.
- A produção deve saltar de cerca de seiscentas cinquenta mil cabeças em 2025 para acima de um milhão de cabeças em 2026, com receita projetada próxima de R$ 7 bilhões.
- O financiamento inclui Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) de R$ 250 milhões para capital de giro; em 2024 a EBITDA foi de R$ 323,9 milhões, com as exportações respondendo por parcela relevante do faturamento.
A Frigol anunciou planos para elevar a produção de carne bovina em 60% em 2026, por meio de acordos de prestação de serviços assinados neste ano com dois frigoríficos em Rondônia. A meta envolve ampliar a participação de exportação, principalmente para a China, apesar das cotas restritivas impostas pelo país asiático.
O grupo deverá ampliar o abate com a DistriBoi e a RioBeef, que atuam em Rondônia e já possuem unidades habilitadas para exportar para a China. A Frigol ficará responsável pela compra de animais e pela comercialização, enquanto as parceiras cuidam do abate, desossa e processamento.
Além da China, há perspectiva de operar com o mercado dos Estados Unidos por meio do acordo com as parceiras. A empresa pretende utilizar a posse de plantas para aumentar o fluxo de exportações e diversificar originação de matéria-prima, ampliando a produção em Rondônia e outras regiões.
Detalhes do acordo e projeções
As parcerias devem permitir o crescimento da produção de carne bovina de 650 mil cabeças em 2025 para mais de 1 milhão em 2026. A Frigol também planeja emitir um Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) de 250 milhões de reais para facilitar o capital de giro.
A receita projetada para 2026 é de aproximadamente 7 bilhões de reais, frente a 4,5 bilhões em 2025. Em 2025, as exportações representaram 56% do faturamento, com a China como principal destino, seguida por Israel.
Contexto de mercado e perspectivas
A China impôs uma tarifa adicional de 55% fora de uma cota de pouco mais de 1 milhão de toneladas, limitando parte das exportações brasileiras. Mesmo assim, com as novas plantas habilitadas, a Frigol passa a figurar entre as maiores exportadoras para o mercado chinês.
Segundo o CEO Luciano Pascon, a produção de Rondônia é forte e produtiva, contribuindo para o crescimento de valor agregado. O executivo também destaca o varejo interno e o desenvolvimento de linhas especiais para atender demanda interna e externa.
Situação atual e metas de mercado
Com o movimento, a Frigol fica próxima de reduzir a diferença para o terceiro colocado do setor, estimada em cerca de 500 mil cabeças por ano. A empresa também aponta que o mercado global de proteína bovina apresenta déficit, o que sustenta o interesse pela expansão.
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