- O petróleo caiu forte nas primeiras operações, com o WTI a 86,29 dólares e o Brent a 90,20 dólares, após queda de quase 10% e depois cerca de 5%.
- Trump afirmou que a guerra no Oriente Médio pode terminar em breve, o que ajudou a pressionar os preços; o G7 sinalizou a possibilidade de recorrer às reservas estratégicas de petróleo para conter altas.
- Bolsas da Ásia e da Europa abriram em alta, com ganhos na Coreia do Sul, Japão, Hong Kong e Xangai, além de Londres, Paris, Milão, Frankfurt e Madri.
- O preço do gás na Europa recuou cerca de 15%, com o contrato de gás natural holandês (TTF) em torno de 48 euros.
- No Egypto, o governo anunciou aumento de até 30% nos preços de combustíveis no mercado interno, citando pressões energéticas globais provocadas pela guerra.
O petróleo operava em forte queda e as bolsas de ações reagiam em alta nesta terça-feira, 10, após o presidente dos EUA, Donald Trump, sinalizar que a guerra no Oriente Médio pode terminar em breve. Os mercados também repercutiram a posição do G7 de considerar o uso de reservas estratégicas para conter a alta dos preços.
Trump afirmou, durante evento na Flórida, que o conflito pode terminar em breve e que, se retornar, o golpe será ainda mais duro. As declarações foram interpretadas como positivas para o curto prazo, ajudando a reduzir as tensões entre compradores.
Às 5h10 (horário de Brasília), o barril do WTI recuava 8,95%, a 86,29 dólares. O Brent caía 8,85%, a 90,20 dólares. O recuo veio após forte alta no dia anterior, quando os preços chegaram perto de 120 dólares. O gás na Europa caiu cerca de 15%.
Desdobramentos no mercado e no cenário energético
Mercados asiáticos registraram altas: Seul ganhou 5,4%, Tóquio avançou 2,9%, Hong Kong subiu 2,2% e Xangai 0,7%. Bolsas europeias, incluindo Londres, Paris, Milão, Frankfurt e Madri, também abriram em desempenho positivo.
O G7 indicou que pode recorrer a reservas estratégicas de petróleo para conter a alta de preços, medida a ser acionada conforme necessário. Na véspera, ministros das Finanças do grupo reforçaram esse compromisso.
No cenário externo, o Egito anunciou ajuste de até 30% nos preços internos de combustível, citando pressões energéticas mundiais provocadas pela guerra. Os aumentos valerão para gasolina, diesel e gás natural veicular.
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