- O BNDES informou que não será afetado diretamente pelo pedido de recuperação extrajudicial da Raízen, anunciando continuidade dos créditos.
- Em 2025, o banco aprovou financiamento de R$ 1 bilhão para a Raízen produzir etanol de segunda geração.
- A Raízen comunicou que fechou uma proposta de renegociação de dívidas no montante de R$ 65,1 bilhões com os principais credores.
- Segundo o BNDES, os financiamentos autorizados contam com garantia real, dadas pelas próprias usinas, e continuará sendo pago normalmente.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou nesta quinta-feira que não será atingido diretamente pelo pedido de recuperação extrajudicial da Raízen. Os financiamentos do banco para a empresa seguem assegurados por garantias reais, principalmente as próprias usinas.
O BNDES afirmou que, em 2025, aprovou um financiamento de R$ 1 bilhão para a Raízen produzir etanol de segunda geração, considerado mais sustentável. A Raízen comunicou ao mercado na quarta-feira que houve acordo com os principais credores para renegociar dívidas no valor de R$ 65,1 bilhões.
A instituição pública diz que os créditos respaldados por garantias reais devem continuar sendo pagos normalmente. O BNDES também destacou seu sólido sistema de governança, que resulta numa das menores taxas de inadimplência do sistema financeiro, cerca de 0,008% no último balanço.
Contexto financeiro e judicial
A Raízen pediu recuperação extrajudicial, procedimento que facilita renegociações diretas com credores para evitar falência, sob homologação judicial. O pedido foi registrado na Comarca da Capital de São Paulo.
A empresa ressaltou que a medida de saneamento financeiro não abrange dívidas com clientes, fornecedores, revendedores e outros parceiros, que permanecem em vigor conforme contratos existentes. O objetivo declarado é reorganizar o passivo da companhia.
A Raízen foi criada em 2011 pela joint venture entre Cosan e Shell. A gigante atua na cana-de-açúcar, produção de açúcar e etanol, cogeração de energia, logística e distribuição de combustíveis, empregando cerca de 45 mil pessoas e operando 35 usinas.
O etanol de segunda geração, foco dos financiamentos do BNDES, é produzido a partir de resíduos vegetais, como o bagaço e a palha da cana, em vez do caldo de açúcar utilizado no etanol tradicional.
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