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Desigualdade começa na barriga da mãe, afirma economista da FGV

Economista afirma que desigualdade começa na barriga da mãe e que políticas condicionadas geram maior impacto; estudo liga escolhas de carreira à diferença salarial de gênero

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  • Economista Fernanda Estevan, professora da Fundação Getulio Vargas, afirma que a desigualdade no Brasil começa antes da escola, “dentro da barriga da mãe”.
  • Ela citou o Bolsa Família, destacando que políticas condicionadas (exigência de frequência escolar e vacinação) têm impacto maior nas crianças do que políticas não condicionadas.
  • Em estudo sobre desigualdade de gênero, combinando dados do vestibular da Unicamp com informações da RAIS, a pesquisadora aponta que a principal origem do diferencial salarial é a escolha de carreira; ao controlar esse fator, a diferença de gênero cai cerca de sessenta por cento.
  • Estevan defende a diversidade nas universidades e critica a dificuldade brasileira em definir objetivos claros para avaliar políticas, como cotas, questionando para quê servem e como medir o resultado.
  • A pesquisadora afirma que o Brasil possui boas ideias em educação e políticas sociais, mas a implementação é lenta e frustrante.

A desigualdade brasileira é tema central de um novo episódio do videocast Lado B, apresentado por Marcos Lisboa. A economista Fernanda Estevan, da Fundação Getulio Vargas, afirma que as desigualdades começam ainda na gestação, antes da entrada na escola.

Ela, doutora em Louvain, aponta que boa parte da distância social surge dentro da barriga da mãe. Lisboa relembra bastidores da construção do Bolsa Família, destacando que políticas condicionadas a frequência escolar e vacinação costumam gerar impactos maiores nas crianças do que políticas sem condicionantes.

Em estudo sobre desigualdade de gênero, Estevan analisou dados do vestibular da Unicamp e da RAIS. Ao controlar o efeito da escolha de carreira, a distância salarial entre homens e mulheres cai cerca de 60%, segundo a pesquisadora.

A pesquisadora também defende maior diversidade nas universidades e critica a dificuldade de definir objetivos claros na política pública brasileira. Questionada sobre cotas, ela afirma que o resultado depende do que se pretende alcançar com as políticas.

Para Estevan, o Brasil acumula boas ideias em educação e assistência social, mas a implementação é lenta. Ela argumenta que o problema não é a falta de propostas, mas a velocidade de sua execução. O episódio está disponível no Spotify.

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