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Fundador da Reag confirma operações com Master mas nega PCC e irregularidades

Fundador da Reag confirma prestação de serviços ao Banco Master, nega irregularidades e acusa penalização de mercado por ser independente

João Carlos Mansur negou, também, que gestora tenha realizado operações irregulares com o banqueiro Daniel Vorcaro. (Foto: Geraldo Magela)
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  • O fundador da gestora Reag, João Carlos Mansur, disse à CPI do Crime Organizado que prestou serviços para o Banco Master, mas negou irregularidades nas transações com a instituição.
  • A Reag é investigada pela Polícia Federal por possível envolvimento em fraudes contra o sistema bancário vinculadas ao Master e à facção Primeiro Comando da Capital (PCC); a gestora foi liquidada pelo Banco Central em janeiro.
  • Mansur afirmou que o Master era apenas mais um cliente entre outros bancos e empresas, destacando governança elevada e transparência das operações.
  • A sessão aprovou a quebra de sigilos fiscal, telefônico e telemático de Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, preso por envolvimento nas fraudes, e de Sicário, operador do grupo que poderia coagir adversários do banco.
  • Também foram aprovados requerimentos para ouvir servidores do Banco Central ligados à liquidação do Master e informações sobre a morte de Sicário, além de outros depoimentos de pessoas ligadas ao caso.

O fundador da gestora de investimentos Reag, João Carlos Mansur, prestou depoimento nesta quarta-feira, 11, à CPI do Crime Organizado. Ele confirmou que a Reag prestou serviços ao Banco Master, mas negou irregularidades nas transações com a instituição financeira. A sessão ocorreu em Brasília.

Segundo Mansur, o Banco Master era apenas mais um cliente entre outros bancos e empresas. Ele mencionou que a relação era normal e não houve ligação com atividades criminosas da estrutura que envolve o Master. A defesa também alegou inexistência de associação com o PCC, com base em documentos apresentados pelo advogado.

A investigação da Polícia Federal já indicou que o PCC investiu bilhões em fundos de investimentos, incluindo a Reag, que foi liquidada pelo Banco Central em janeiro deste ano. Mansur disse que a administração da Reag era independente, com governança de alto nível, e que a empresa enfrentou pressão do mercado por ter esse perfil.

Quebra de sigilos

A CPI aprovou a quebra dos sigilos fiscal, telefônico e telemático de Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, preso por envolvimento nas fraudes do Master. Também foi autorizado o acesso aos dados de Luiz Philippi Moraes Mourão, conhecido como Sicário, apontado como operador de um grupo de ameaça e coação.

Outras convocações

Foram aprovados requerimentos para ouvir servidores do Banco Central que teriam sido aliciados por Vorcaro para obter informações sobre a liquidação do Master. Também deverão depor investigadores da Polícia Federal e militares que integravam o grupo ligado a Sicário, além de outras informações sobre o caso.

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