- A exposição bruta de fundos de hedge está próxima de 307%, indicando espaço para altas rápidas se surgirem notícias positivas sobre o fim do conflito.
- O Goldman Sachs diz que, se houver fim da guerra, o rali pode ficar entre 2% e 3% em linha reta, impulsionado pela redução de proteções macro.
- O S&P 500 encerrou em alta de 0,8%, após recuo anterior de 1,5%, com parte do movimento atribuída à recompra de ações; o índice fica quase 3% abaixo das máximas.
- A liquidez mais baixa deve deixar as ações mais voláteis nas próximas semanas, com a profundidade no topo do livro de ofertas dos futuros do S&P 500 estimada em cerca de US$ 4 milhões.
- Fundos hedge long-short baseados em fundamentos perderam cerca de 4% no ano; outros gestores, incluindo tradicionais e soberanos, permanecem em modo de esperar para ver.
O Goldman Sachs vê espaço para um rali extremo em ações dos EUA caso haja fim do conflito com o Irã. A leitura vem de John Flood, chefe de serviços de execução de ações para as Américas e sócio do banco, conforme a mesa de negociação da instituição.
Dados da corretora de hedge funds indicam que a exposição vendida em ações individuais está elevada, ainda que investidores mantenham apostas otimistas. A posição vendida em futuros de índices e ETFs atingiu níveis não vistos desde setembro de 2022.
A avaliação aponta que o cenário de incerteza envolve a guerra com o Irã, questões de crédito e receios com IA. Flood afirma que uma notícia positiva pode desencadear compras agressivas e levar o S&P 500 a avanços de 2% a 3% de forma rápida.
A exposição bruta de hedge funds está próxima de uma máxima histórica, em torno de 307%, segundo o Goldman. Ainda assim o risco de alta acentuada é visto como maior do que o de queda, caso haja bom sinal de resolução de conflitos.
Na segunda-feira, Trump disse que a guerra com o Irã poderia ser resolvida em breve, o que coincidiu com ganhos observados no índice S&P 500, que fechou em alta de 0,8% após recuo inicial. A leitura é de que recompras de ações contribuíram para o movimento.
O ambiente volátil impacta também a volatilidade esperada e a liquidez. O Goldman estima que a profundidade do livro de ofertas de futuros do S&P 500 seja de cerca de US$ 4 milhões, bem abaixo da média histórica de US$ 14 milhões.
Flood afirma que o mercado aguarda sinais de resolução nas próximas duas semanas. Caso o progresso não chegue, o cenário de atuação de ações pode enfrentar dificuldades.
A notícia ressalta que, apesar da melhora pontual, o cenário de liquidez reduzida pode manter as ações sob maior volatilidade nas próximas semanas, com impactos diferenciados entre setores e ativos. A reportagem é da Bloomberg.
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