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Justiça aceita recuperação extrajudicial do Pão de Açúcar

Justiça de São Paulo aceita recuperação extrajudicial do GPA; plano renegocia dívidas não garantidas de R$ 4,5 bilhões com credores de R$ 2,1 bilhões em noventa dias

Foto: GPA/Divulgação
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  • A Justiça de São Paulo aceitou o pedido de recuperação extrajudicial do Grupo Pão de Açúcar, permitindo renegociar dívidas diretamente com credores.
  • O plano atinge apenas dívidas sem garantias, estimadas em 4,5 bilhões de reais, sem incluir despesas operacionais.
  • O acordo foi celebrado com credores que respondem por cerca de 2,1 bilhões de reais do total, acima do quórum mínimo de um terço.
  • O efeito imediato é criar um ambiente estável para negociações por 90 dias, preservando pagamentos a trabalhadores, fornecedores e clientes.
  • A administração afirma que o plano fortalece o balanço e o perfil de endividamento, posicionando a companhia para o futuro.

A Justiça de São Paulo aceitou o pedido de recuperação extrajudicial do Grupo Pão de Açúcar (GPA). Pela decisão, a empresa poderá renegociar parte de suas dívidas diretamente com os credores, sem necessidade de intervenção judicial.

A 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca de São Paulo deferiu o processamento da recuperação extrajudicial da Companhia Brasileira de Distribuição, conforme comunicado ao mercado. A decisão foi divulgada nesta quarta-feira, 11 de março de 2026.

A recuperação envolve apenas dívidas sem garantias, estimadas em cerca de R$ 4,5 bilhões. Despesas correntes e operacionais ficam fora, para manter pagamentos a trabalhadores, fornecedores, parceiros e clientes.

O acordo foi celebrado com os principais credores, titulares de aproximadamente R$ 2,1 bilhões do total, superior ao quórum mínimo de um terço dos créditos afetados. Em fato relevante, a empresa afirmou que o plano cria ambiente para continuidade das negociações por 90 dias.

Objetivo do plano

O GPA busca fortalecer o balanço e melhorar o perfil de endividamento, preparando a empresa para o futuro, sem interromper operações nem prejudicar fornecedores. O texto ressalta a preservação do relacionamento com parceiros comerciais.

Contexto e próximos passos

Os próximos passos envolvem as negociações com credores até o fim do prazo de 90 dias, conforme o plano de recuperação extrajudicial. A companhia pretende manter operações regulares durante esse período, com foco na continuidade dos negócios.

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