- Pesquisa Datafolha aponta pessimismo com a economia em alta: 46% dos entrevistados disseram que a economia piorou nos últimos meses, ante 41% no fim do ano passado.
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- A parcela que percebe melhora caiu para 24%; pico de pessimismo foi de 55% em abril de 2025.
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- Pessimismo é mais intenso entre evangélicos (57%) e entre eleitores que apoiam Flávio Bolsonaro (77%), frente a 14% entre eleitores de Lula.
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- Para os próximos meses, 35% esperam piora e 30% aguardam melhora; 61% acreditam que a inflação deve subir, e 48% acham que o desemprego vai aumentar.
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- A pesquisa ouviu 2.004 pessoas em 137 municípios, entre 3 e 5 de março, com margem de erro de dois pontos percentuais.
A pesquisa Datafolha divulgada nesta quarta-feira (11) mostra que 46% dos brasileiros percebem uma piora da economia nos últimos meses. O índice é maior que o registrado no fim de 2025, quando 41% estavam pessimistas sobre a situação financeira, inflação e desemprego.
Entre os que disseram ter percebido melhora, o contingente caiu de 29% para 24%. O resultado atual fica próximo do melhor patamar da gestão do ministro Fernando Haddad (Fazenda) em 2023, e abaixo do pico de pessimismo de abril de 2025, quando 55% apontaram piora.
Pessimismo por segmento e cenário geral
A avaliação negativa é mais expressiva entre evangélicos (57%) e menos acentuada entre católicos (41%). Entre apoiadores do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à presidência, o pessimismo chega a 77%, versus 14% entre eleitores de Lula (PT). A pesquisa ouviu 2.004 pessoas em 137 municípios, entre 3 e 5 de março.
Expectativas para o futuro e situação pessoal
Sobre os próximos meses, 35% acreditam que a economia vai piorar, ante 21% em dezembro. Já 30% esperam melhoria, abaixo dos 46% de fim de 2025. O otimismo é maior entre renda mais baixa e nordestinos. Em relação à própria situação financeira, 33% disseram que piorou, e 30% afirmaram ter melhorado, ante 26% e 36% em dezembro, respectivamente.
Governo federal, desemprego e inflação
Avaliação de Lula permanece estável em 32%, enquanto negativa sobe de 37% para 40%, dentro da margem de erro. Em desemprego, 48% veem crescimento nos próximos meses, contra 42% no levantamento anterior; apenas 21% acreditam em queda. No IBGE, a taxa de desemprego foi de 5,4% no trimestre encerrado em janeiro de 2026, um dos menores da série histórica.
Inflação e poder de compra
61% dos entrevistados acreditam que a inflação deve continuar subindo nos próximos meses, 11% esperam queda e 23% a estabilidade. Sobre o poder de compra, 39% acreditam que os salários ficarão menores; 32% esperam aumento. A percepção do poder de compra segue pressionada pelos fluidos da economia.
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