- Os preços do petróleo subiram cerca de 6% nesta quarta, impulsionados por temores de interrupção de oferta no Estreito de Ormuz devido a ataques a navios.
- O Brent subiu para US$ 93,02 por barril e o WTI avançou para US$ 88,51 por barril, por volta de 13h10 (horário de Brasília).
- A Agência Internacional de Energia sugeriu liberar 400 milhões de barris de petróleo, maior movimento histórico, para tentar conter a alta, porém analistas consideram a medida insuficiente diante de um conflito prolongado.
- Mais três navios foram atingidos no Estreito de Ormuz nesta quarta-feira, elevando o total de navios atingidos desde o início do conflito a pelo menos 14.
- O estreito segue quase paralisado desde o início dos ataques, em 28 de fevereiro; o presidente Donald Trump disse estar pronto para escoltar navios-tanque, mas a marinha dos EUA não confirmou pedidos de escolta por ora.
O preço do petróleo subiu cerca de 6% nesta quarta-feira (11), diante de novos ataques a navios no Estreito de Ormuz e temores de interrupção na oferta. O conflito envolve EUA, Israel e Irã, com impactos no comércio global de energia.
Os contratos futuros do Brent avançaram US$ 5,22, para US$ 93,02 o barril, por volta das 13h10, enquanto o WTI subiu US$ 5,06, para US$ 88,51 o barril. O mercado reagiu a riscos de fornecimento no curto prazo.
A IEA sugeriu liberar 400 milhões de barris de petróleo, o maior volume já proposto pela entidade, para conter a alta de preços. O prazo para a liberação será decidido posteriormente, informou a agência.
Para analistas, o volume proposto supera significativamente a demanda de curto prazo, mas é visto como insuficiente diante de perdas de oferta de uma guerra prolongada no Oriente Médio. A liberação equivale a cerca de quatro dias de produção global.
Em Ormuz, pelo menos três navios foram atingidos por projéteis nesta quarta-feira, elevando o total para ao menos 14 desde o início do conflito com o Irã. O transporte marítimo na rota está quase paralisado desde 28 de fevereiro.
Enquanto isso, a Marinha dos EUA teria recusado pedidos do setor de transporte de escolta militar, citando risco elevado de ataques. Diversos setores consumenten dependem do estreito para exportações de petróleo.
Os preços também foram influenciados por dados macro: estoques de petróleo dos EUA cresceram mais que o esperado, conforme relatório oficial, mas estoques de gasolina e de combustíveis refinados caíram além do previsto.
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