- O grupo Alexander Otto, segundo maior acionista da ALLOS com 6,8% do capital, vendeu metade da posição em um block trade, equivalente a 17,1 milhões de ações (3,4% do capital).
- O negócio movimentou R$ 515 milhões, cerca de 3,2 vezes o volume médio diário da ALLOS, e o leilão foi coordenado pelo Itaú BBA, iniciando a R$ 29,65 e fechando a R$ 30,75.
- O bloco foi vendido para oito investidores long-only, sendo cinco fundos locais e três internacionais.
- O vendedor entrou em lock-up de 90 dias para o restante da posição, justificando a manutenção de assento no conselho e que o preço ainda está com desconto.
- A ALLOS negocia a nove vezes o FFO estimado para este ano e a 7,5 vezes o FFO do ano que vem, com dividend yield de 12,5%; é considerada a mais barata do setor entre as administradoras de shoppings listadas na B3.
O grupo Alexander Otto, segundo maior acionista da ALLOS com 6,8% do capital, vendeu metade de sua posição em um block trade, aproveitando a alta de 70% das ações nos últimos 12 meses. Foram 17,1 milhões de ações, equivalentes a 3,4% da empresa.
O bloqueio movimentou R$ 515 milhões, cerca de 3,2 vezes o volume médio diário da ALLOS. O leilão, coordenado pelo Itaú BBA, começou no início da tarde a R$ 29,65, com desconto de 3,47% em relação ao preço de referência de R$ 30,05, e terminou em R$ 30,75.
Ao todo, oito investidores adquiriram o bloco, todos com perfil long only. Cinco fundos são locais e três, internacionais. O grupo optou por não vender mais para manter assento no conselho, conforme a transação, além de acreditar que o preço ainda está descontado e há espaço para valorização.
A ALLOS negocia a 9x o FFO estimado para este ano e a 7,5x para o próximo, ficando cerca de 30% abaixo da avaliação de concorrentes como Multiplan. O dividend yield fica em 12,5%, reforçando a atratividade relativa entre as administradoras de shoppings.
A operação ocorre em meio a sinais positivos para o segmento, com previsão de retomada de captação de recursos de fundos imobiliários a partir de abril. A estratégia pode beneficiar a ALLOS pela possibilidade de venda de ativos dentro de um FII.
O acordo também prevê um lock-up de 90 dias para o restante da posição do Grupo Alexander Otto. Hoje, a ALLOS está avaliada em cerca de R$ 15,2 bilhões na B3. Entre os maiores acionistas, aparecem CPPIB com 9%, Sonae Sierra com 5,3%, Guepardo Investimentos com 5,4% e SPX com 5,2%.
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