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Sinais de stress no crédito privado continuam aparecendo

Sinais de stress no crédito privado nos EUA se agravam: JP Morgan restringe empréstimos a fundos de private equity e limites de resgate elevam volatilidade e dúvidas de liquidez

Os sinais de stress no crédito privado não param de aparecer
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  • O JP Morgan restringiu empréstimos a fundos de crédito privado e fez baixa contábil em operações de retorno incerto, com perdas em linhas de financiamento de software.
  • Companhias de software são grandes tomadoras de crédito privado, financiadas por gestoras de private equity, com collateral nas dívidas das empresas.
  • O banco informou maior prudência em operações com ativos de software, enquanto o co-CEO da área comercial disse que o banco está mais conservador que os pares.
  • Investidores de varejo em fundos de crédito privado enfrentam restrições de saque; BlackRock limitou resgate a 5% do saldo de um de seus maiores fundos, o HPS Corporate Lending Fund, de 26 bilhões de dólares.
  • O setor, com ativos de cerca de 1,8 trilhão de dólares, avalia manter liquidez ou seguir a estratégia de longo prazo, diante de saques e pressão de gestão de liquidez; ações de Blackstone e BlackRock recuam no ano.

Os sinais de stress no mercado de crédito privado dos EUA se intensificam, conforme novas medidas de restringimento aparecem. O JP Morgan restringiu empréstimos a fundos de crédito privado e registrou baixas contábeis em operações de retorno incerto. A confirmação veio junto de relatos de que as perdas ocorreram em linhas de financiamento voltadas a empresas de software.

Fundos de software aparecem entre os maiores tomadores de crédito privado, operando com empresas de private equity. Bancos de Wall Street costumam emprestar a esses fundos, com dívidas das empresas financiadas como garantia. O movimento do JP Morgan eleva a cautela do setor diante de riscos crescentes.

Declarações e panorama

Jamie Dimon, CEO do banco, afirmou que a instituição passou a adotar maior prudência nos empréstimos com ativos de software como lastro. Segundo o Financial Times, Troy Rohrbaugh, co-CEO da área comercial, disse a analistas que o banco está mais conservador em comparação com pares.

O cenário é visto como reflexo de um entorno econômico instável, com impactos anunciados por gestores de crédito. Investidores de varejo em fundos de crédito privado enfrentam dificuldades para resgatar aplicações, enfrentando restrições conhecidas como gates.

Regras de resgate e respostas do mercado

Na semana passada, a BlackRock limitou o resgate de até 5% do saldo em um de seus maiores fundos de crédito, o HPS Corporate Lending Fund, com ativos de US$ 26 bilhões. O fundo foi originado pela HPS Investment Partners, adquirida pela BlackRock no ano anterior.

A indústria de crédito privado, com ativos de cerca de US$ 1,8 trilhão, enfrenta o dilema entre manter liquidez para resgates e seguir uma estratégia de longo prazo. Wall Street observa o peso de decisões que afetam sobretudo investidores de varejo.

Movimentações de outras gestoras

A Corbin Capital Partners afirmou que não é possível criar liquidez com ativos ilíquidos, destacando o risco de beneficiar quem resgata primeiro. A Cliffwater reportou demanda de resgates de 14% no principal fundo, limitando saídas a 7% para recompra de ações.

A Blackstone autorizou retirada de até 7,9% de saldos de um dos seus fundos, apesar de o limite contratual ser de 5%. Executivos contribuíram com US$ 150 milhões para cobrir saídas, somando-se a mais US$ 250 milhões aportados pela empresa. O total de resgates atingiu US$ 3,8 bilhões.

Desempenho e respostas

John Gray, presidente da Blackstone, destacou a qualidade de crédito dos tomadores, citando EBITDA superior a 10% no último ano. O fundo mantém retorno histórico anualizado próximo de 9,8%. Ainda assim, as ações da Blackstone recuam, com queda de 32% desde o início do ano, e os papéis da BlackRock caem cerca de 12% no mesmo período.

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