- As vendas globais de arte cresceram 4% em 2025, para cerca de $59,6 bilhões, segundo o relatório Art Market Report da Art Basel e UBS.
- O aumento foi puxado por obras de alto valor, com o turnover de leilões acima de $10 milhões subindo 9%.
- As galerias tiveram ganho mais contido, com vendas estimadas em $34,8 bilhões (58% do mercado), alta de 2%; no topo do mercado, galerias com turnover superior a $10 milhões aumentaram 3%.
- Margens apertaram: os custos operacionais subiram em média 5%, acima da inflação, prejudicando a lucratividade de empresas de médio porte.
- Comércio local ganhou share: mais compradores domésticos em todos os segmentos; China perdeu participação global (share caiu para 14%), Hong Kong recuou, e mulheres artistas atingiram paridade na representation no mercado primário.
Global art sales cresceram 4% em 2025, chegando a cerca de US$ 59,6 bilhões, segundo o Art Market Report de Art Basel e UBS. A instabilidade geopolítica permanece como a principal preocupação do setor, com guerras e disputas comerciais impactando a atividade.
As vendas no segmento de alta renda impulsionaram o resultado, com um aumento de 9% no valor agregado de leilões acima de US$ 10 milhões. Ainda assim, o mercado permanece aquém dos recordes de 2023 (US$ 67,8 bilhões) e de 2014 (US$ 68,2 bilhões).
Estrutura e rentabilidade
As galerias representaram 58% do mercado, com vendas totais estimadas em US$ 34,8 bilhões, aumento médio de 2% frente ao ano anterior. Entre as casas com faturamento superior a US$ 10 milhões, houve ganho de 3%.
Custos operacionais e custos adicionais
A margem de lucro ficou comprimida, conforme o relatório, com custos operacionais em alta média de 5%, acima da inflação na maioria dos mercados. Dealers com faturamento menor e intermediário mostraram lucratividade menor ou maior, dependendo do segmento.
Barreiras tarifárias e comércio transfronteiriço
As tarifas impostas durante a gestão Trump tiveram efeito limitado, mas 56% dos dealers relataram impacto negativo. Além disso, 72% apontaram aumento de custos acessórios como principal efeito colateral, devido a atrasos logísticos e menor confiança do consumidor.
Comércio local e dinâmica regional
Complicações no comércio transfronteiriço levaram colecionadores a comprar mais próximo de casa. Todos os setores de dealers registraram maior participação de compradores locais. Pequenos dealers passaram a vender 71% de suas peças para colecionadores privados localmente.
China e participação de mercado
A participação da China caiu 1% no conjunto, para 14%, mantendo a posição como terceiro maior mercado mundial. EUA responderam por 44% do mercado (alta de 1 ponto), Reino Unido 18% (estável) e Hong Kong, apesar de ser um freeport, registrou queda de 6% nas vendas agregadas.
Representação de artistas e mudanças no mercado
Houve avanço na presença de mulheres artistas: em galerias que atuam apenas no mercado primário, a paridade de gênero foi atingida. No conjunto dos dealers, a participação de obras de mulheres subiu 4% em 2025, chegando a 45%.
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