- As ações globais caem: S&P 500 recua 0,6%, ações europeias caem 0,7% e o índice da região asiática cai 1,3%.
- O Brent sobe para acima de US$ 100 o barril após ataques no Irã e suspensão de operações no Iraque, com Omã evacuando um hub de exportação.
- A escalada aumenta a preocupação com interrupções no fluxo de petróleo, elevando o risco de inflação mais alta e menor crescimento.
- A Agência Internacional de Energia aponta que cerca de 7,5% da oferta global de petróleo está sob impacto do conflito.
- Dólar sobe 0,2% como ativo de proteção; ouro estabiliza; rendimento dos títulos europeus sobe, e os Treasuries dos EUA ficam estáveis, com a T-10 em 4,23%.
As ações globais operam em queda nesta quinta-feira, 12 de março, enquanto o petróleo dispara com o aumento das tensões no Oriente Médio. O Brent passou acima de US$ 100 por barril após o Iraque suspender operações em um terminal de petróleo, após ataque a dois navios-tanque. Omã evacuou um hub de exportação e o Irã intensificou ataques contra Dubai. O cenário eleva o risco para o fluxo global de petróleo e pressiona a inflação.
Os futuros do S&P 500 caíram 0,6%, e as ações europeias recuaram 0,7%. Um índice da região asiática caiu 1,3%. O movimento reflete a percepção de que a guerra no Golfo pode manter preços de energia elevados por mais tempo, com impactos esperados sobre crescimento e inflação.
Situação no Golfo e impactos
A escalada eleva preocupações com interrupções nos fluxos de petróleo que atendem 7,5% da oferta global. A Agência Internacional de Energia aponta risco de efeitos mais amplos sobre mercados e exportações.
“Mercado precifica cenário prolongado de preços elevados”, comenta uma gestora, destacando que a segurança da navegação é a principal preocupação e que reservas estratégicas podem oferecer alívio temporário.
O dólar subiu 0,2% como ativo de proteção, e o ouro manteve-se estável. Rendimentos de títulos da Europa subiram; nos EUA, a taxa dos títulos de 10 anos ficou em 4,23%.
Outras tendências e pautas
A Índia negocia com o Irã a passagem segura de mais de 20 navios-tanque pelo Estreito de Ormuz, paralisado desde o início do conflito. Navios carregados com petróleo, GLP e GNL aguardam avanços no canal de trânsito.
A Honda revisa estratégia para veículos elétricos, estimando encargos de até US$ 15,7 bilhões e possível prejuízo anual pela primeira vez desde 1977, segundo o CEO Toshihiro Mibe.
Pelas atenções também voltam-se às compras de soja pela China, que devem aparecer na agenda de reunião entre autoridades comerciais dos EUA e da China em Paris, neste fim de semana. A pauta envolve o momento de retomada de compras norte-americanas.
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