- A BMW prevê queda moderada do lucro antes dos impostos em 2026 devido a tarifas contínuas e à concorrência na China, com entregas esperando manterem-se estáveis.
- Em 2025, o lucro antes dos impostos caiu 6,7%, para 10,2 bilhões de euros, e as ações da fabricante recuaram cerca de 1,3%.
- A empresa projeta que tarifas elevadas diminuam a margem do segmento automotivo em aproximadamente 1,25 ponto percentual em 2026, situando a margem entre 4% e 6%.
- A produção nos Estados Unidos ajudou a atenuar parte do impacto das tarifas, mas o Mini elétrico fabricado na China também está sujeito a tarifas da União Europeia.
- A BMW enxerga oportunidades de crescimento na Europa e nos EUA, ao mesmo tempo em que planeja lançar 40 modelos da linha Neue Klasse nos próximos dois anos.
A BMW prevê um novo ano de dificuldades, com tarifas ainda elevadas e pressão da demanda na China. A empresa aponta um declínio moderado nos lucros antes dos impostos em 2026 e uma estagnação nas entregas de veículos, mantendo o foco em reformular a linha de modelos e reduzir custos.
O grupo informou uma queda de 6,7% no lucro antes dos impostos de 2025, com ações em baixa. O impacto das tarifas deve diminuir neste ano, mas deve reduzir margem automotiva em 2026, em torno de 4% a 6%, frente a 5,3% em 2025.
Perspectiva de tarifas e produção
A BMW destacou que sua produção nos Estados Unidos, especialmente a fábrica de Spartanburg, amenizou parte das tarifas, mas enfrentará tarifas da UE sobre o Mini elétrico fabricado na China. A empresa projeta lucros de 2026 entre 5% e 9,9% abaixo de 2025.
As entregas globais devem permanecer próximas aos níveis de 2025, que já tiveram queda de 12,5% na China. Em 2026, a fabricante espera que a China recupere para o nível do ano anterior, segundo avaliação da diretoria.
Oportunidades e planos futuros
A companhia vê potencial de crescimento nos EUA e na Europa, ao mesmo tempo em que amplia o portfólio com a nova linha “Neue Klasse”, incluindo cerca de 40 lançamentos programados para este ano e o próximo. O executivo-chefe Oliver Zipse ressaltou a necessidade de ajustes estratégicos diante de incertezas.
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