- A Agência Internacional de Energia afirma que houve a maior interrupção no abastecimento de petróleo da história, com a produção no Irã em seu nível mais baixo em quatro anos, divulgado em 12 de março.
- Quedas relevantes na produção ocorreram no Iraque, Qatar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita, mas o declínio foi parcialmente compensado por aumentos no Cazaquistão, na Rússia e em produtores fora da OPEP+.
- Arábia Saudita e Emiratos Árabes Unidos redirecionaram parte das exportações para portos fora do Golfo; a Arábia Saudita alcançou 5,9 milhões de barris por dia por essa rota em 9 de março, frente a 1,7 milhão de barris por dia em 2025.
- A gravidade do impacto dependerá da duração do conflito; a AIE projeta que o abastecimento global aumentará em 1,1 milhão de barris por dia em 2026, bem abaixo da previsão de 2,4 milhões de barris por dia anunciada há um mês.
- O relatório destaca incerteza sobre o ritmo de recuperação da oferta global até 2026, sujeita à evolução do conflito e de medidas dos produtores.
O relatório da Agência Internacional de Energia (AIE) aponta a maior interrupção já registrada no abastecimento global de petróleo. A entidade cita o conflito envolvendo o Irã como fator central, levando a produção ao nível mais baixo em quatro anos.
Grandes reduções de produção foram observadas no Iraque, Qatar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita. O recuo no Golfo seria parcialmente compensado pelo aumento da produção no Cazaquistão e na Rússia, além de países fora da OPEP+.
A Arábia Saudita e os Emirados vieram redirecionando parte de suas exportações para portos fora do Golfo. Em 9 de março, a Arábia Saudita atingiu 5,9 milhões de barris diários por esses portos ocidentais; em 2025, esse fluxo era de 1,7 milhão.
Impactos no abastecimento global
A gravidade depende da duração do conflito, diz a AIE. A agência estimaque o abastecimento global aumentará em 1,1 milhão de barris por dia em 2026, bem abaixo da projeção de 2,4 milhões anunciada um mês atrás.
O relatório reforça que o ritmo de recuperação da oferta dependerá de decisões de produção de países da região e de produtores não pertencentes à OPEP+. Observadores destacam volatilidade de preços ante o cenário incerto.
A AIE alerta ainda que variações de curto prazo podem influenciar o equilíbrio entre oferta e demanda mundial, com impactos potenciais para volatilidade de mercados e custos de energia globalmente.
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