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No Magalu, Fred foca em margem e IA

Magalu supera consenso no quarto trimestre e lança ciclo estratégico focado em IA para ampliar a rentabilidade, com queda de 11,7% no marketplace

No Magalu, Fred só quer saber de margem (e de AI)
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  • O Magalu teve lucro líquido ajustado de R$ 124 milhões no quarto trimestre, queda de 10,5% ante o mesmo período do ano anterior, mas acima do consenso de R$ 55,7 milhões.
  • A receita líquida ficou em R$ 11,1 bilhões, alta de 3,4% na comparação anual, e ficou alinhada ao consenso.
  • O EBITDA ajustado foi de R$ 867 milhões, avanço de 2,5% em relação ao tri anterior, acima da projeção de R$ 833 milhões.
  • A empresa destacou um novo ciclo estratégico centrado em AI, com foco em rentabilidade, integração entre lojas físicas, e-commerce e serviços, além de priorizar marcas e reduzir produtos sem marca nos listings; o marketplace 3P caiu 11,7% e as vendas nas lojas físicas, comparáveis, cresceram 8,4%.
  • O presidente-executivo Frederico Trajano afirmou que a Luizacred segue como pilar de crescimento, com melhoria de inadimplência, e que a valorização da AI commerce deve impulsionar a margem e a expansão multicanal. A ação subiu 15% nos últimos 12 meses e a companhia vale R$ 7,2 bilhões na B3.

No Magalu, o foco da gestão foi aumentar a rentabilidade mesmo com juros elevados. O grupo divulgou resultados do terceiro trimestre acima do consenso e apresentou um plano estratégico para os próximos quatro anos.

O lucro líquido ajustado ficou em R$ 124 milhões, queda de 10,5% ante o mesmo período de 2024, mas acima da previsão de R$ 55,7 milhões segundo o Bloomberg. A concessionária citou créditos tributários como componente do resultado.

A receita líquida ficou em R$ 11,1 bilhões, alta de 3,4% na comparação anual, alinhada ao consenso. O EBITDA ajustado subiu 2,5%, para R$ 867 milhões, acima da estimativa de R$ 833 milhões.

O CEO Fred Trajano comentou ao Brazil Journal que o resultado veio de uma decisão deliberada de priorizar segmentos e canais mais rentáveis. O principal impacto ocorreu no marketplace, onde o canal 3P caiu 11,7% em relação ao ano anterior.

Mesmo com o recuo no marketplace, o same-store sales das lojas físicas teve alta de 8,4%. Trajano afirmou que o crescimento ocorreu onde havia maior contribuição positiva no período.

Resultados e estratégia

A companhia busca extrair valor dos ativos criados nos últimos anos, como MagaluPay, Magalog, Magalu Cloud, KaBuM!, Netshoes e Época Cosméticos, ampliando rentabilidade e integração entre operações. O grupo enfatiza a capacidade de operar lojas físicas, comércio eletrônico e serviços sob uma mesma infraestrutura.

O plano inclui ampliar a presença de KaBuM! e Época nas lojas físicas, além de reabrir pontos no formato Galeria Magalu, reunindo diversas verticais no mesmo espaço. No final do período, o Magalu operava 1.246 lojas.

AI e novos rumos

Trajano destacou a importância da AI no novo ciclo estratégico, com foco em transformar a jornada de compra online por meio de assistentes virtuais. O objetivo é avançar o AI commerce, reconhecido como diferencial competitivo pela integração multicanal.

Dados internos apontam que 58% dos brasileiros já utilizam AI, e 60% estão abertos a assistentes virtuais para compras. O aplicativo WhatsApp da Lu, avatar da empresa, apresentou conversão superior e alto índice de satisfação (NPS 83). Cerca de 3 milhões já utilizaram a plataforma.

Segundo o CEO, a empresa pretende reposicionar o e-commerce, priorizando produtos de marca com maior nível de serviço. O modelo foi descrito como “brand place”, com curadoria de sellers e foco em categorias com diferenciação.

Perspectivas e negócios

Trajano também citou a Luizacred como pilar de diversificação, com ROE de 25% e lucro de R$ 525 milhões no ano anterior. O portfólio financeiro deve crescer com maior penetração online e maior participação de canais digitais.

Na avaliação do executivo, o mercado pode permanecer volátil no primeiro semestre, mas a Copa do Mundo pode estimular a demanda por produtos mais rentáveis, como televisores. O Magalu encerrou o período com valorização de cerca de 15% nos últimos 12 meses na B3, avaliada em aproximadamente R$ 7,2 bilhões.

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