- O preço do barril de Brent ultrapassou a marca de 100 dólares após o Irã atacar infraestruturas petrolíferas no Golfo.
- Países da Agência Internacional de Energia liberaram 400 milhões de barris de reservas estratégicas para reduzir preocupação com o abastecimento; 172 milhões ficam disponíveis a partir da próxima semana, segundo o secretário de Energia dos EUA.
- Em meio ao conflito, houve danos a infraestruturas no Bahrein, Omã e Arábia Saudita, com relatos de incêndios em depósitos de combustível e em campo de petróleo, além de ataques a dois petroleiros perto da costa do Iraque.
- Um porta-contêineres foi atingido por projétil não identificado nos Emirados Árabes Unidos, provocando pequeno incêndio a bordo; EUA e aliados monitoram a situação no Estreito de Ormuz, rota crucial para a produção mundial.
- Menos de uma semana após o início dos confrontos, autoridades integram relatos de ataques, contradições sobre desfechos da guerra e pressões de diferentes lados para controlar o abastecimento global.
O preço do petróleo voltou a subir acima de 100 dólares o barril, após ataques iranianos a infraestruturas no Golfo. O movimento ocorreu mesmo com a liberação recorde de reservas estratégicas anunciada pela AIE. A elevação reforça preocupações com o abastecimento global.
Na quinta-feira, o Brent ultrapassou os 100 dólares. A Agência Internacional de Energia, que reúne 32 países, autorizou a liberação de 400 milhões de barris de reservas. O anúncio foi feito após reunião do grupo na quarta-feira.
O ministro da Energia dos EUA confirmou que 172 milhões de barris ficarão disponíveis a partir da próxima semana. A medida busca acalmar temores sobre faltas de combustível em mercados globais.
Em termos regionais, o Bahrein informou ataque iraniano a depósitos de combustíveis e pediu aos moradores que permaneçam em casa devido à fumaça. Em Omã, incêndio atingiu depósitos no porto de Salalah após ataque com drones.
Quem atua no campo também registrou eventos no Iraque. Um ataque a dois petroleiros perto da costa deixou ao menos uma morte, com equipes de emergência procurando desaparecidos. A origem dos ataques ainda não foi definida.
Caso aislado, um porta-contêineres próximo aos Emirados Árabes Unidos sofreu fogo após receber projétil não identificado, segundo a agência marítima UKMTO. Três navios teriam sido atacados na véspera, segundo relatos.
Sinais contraditórios marcaram o dia. O presidente dos EUA avaliou que a região está próxima da derrota para os iranianos, enquanto repetia promessas de segurança na região do Estreito de Ormuz.
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