- Stone demitiu mais de 300 trabalhadores na última terça-feira, número exato não confirmado, representando cerca de 3% do quadro, estimado entre 11 mil e 12 mil funcionários.
- A empresa afirmou tratar-se de um ajuste pontual na estrutura para simplificação e ganho de eficiência, garantindo que a operação segue normalmente sem impacto para clientes ou parceiros.
- O Sindpd-SP classifica os desligamentos como demissão em massa e acusa prática antissindical, ocorrido durante a negociação do Acordo Coletivo de Trabalho.
- O sindicato afirmou que as demissões surpreenderam trabalhadores e dirigentes da categoria e pretende medidas na Justiça do Trabalho, incluindo reintegração dos empregados dispensados.
- Antes dos desligamentos, a Stone reportou lucro trimestral de R$ 707 milhões, alta de 12% em relação ao mesmo período de 2024.
A Stone, fintech de pagamentos e serviços financeiros digitais, demitiu mais de 300 trabalhadores na última terça-feira (10). A empresa não confirmou o número exato, mas as demissões correspondem a cerca de 3% do quadro, estimado entre 11 mil e 12 mil funcionários. A operação, segundo a empresa, foi um ajuste pontual na estrutura.
Em nota, a Stone informou que os desligamentos fazem parte de um “ajuste pontual em sua estrutura” para simplificar processos e aumentar eficiência. A empresa acrescentou que a operação segue normal, sem impacto para clientes ou parceiros.
Reação do sindicato e desdobramentos
O Sindpd-SP classificou as demissões como uma “demissão em massa” e criticou a atuação da companhia, afirmando que houve desrespeito ao processo de negociação coletiva. A entidade sustenta que as dispensas ocorreram durante o ACT da categoria, o que caracterizaria prática antissindical.
Para o sindicato, as dispensas surpreenderam trabalhadores e lideranças, já que o período deveria concentrar as negociações sobre condições de trabalho e direitos. O Sindpd-SP já planeja medidas na Justiça do Trabalho, incluindo questionamento das demissões e pedido de reintegração.
Contexto financeiro e próximos passos
Antes dos cortes, a Stone registrou lucro trimestral de R$ 707 milhões, com alta de 12% ante o mesmo período de 2024. A direção declarou que o desempenho financeiro não está ligado aos desligamentos, que visam ajustes estruturais.
A notícia ocorre no momento em que o sindicato aponta violação de diretrizes estabelecidas pelo STF, que prevê negociação prévia em casos de demissões em massa. A entidade também busca garantias de direitos e possível reintegração dos trabalhadores afetados.
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