- Após 1.280 dias em greve, trabalhadores da Avibras aprovaram a quitação de dívidas trabalhistas, totalizando 230 milhões de reais.
- O pagamento será parcelado entre 12 e 48 vezes, conforme a faixa salarial, beneficiando cerca de 1,4 mil pessoas.
- A retomada das atividades está prevista para abril, com desligamento de 850 trabalhadores ainda registrados e 450 recontratações previstas; processo de demissões, homologações e contratações ocorrerá entre março e abril.
- O Tribunal de Justiça rejeitou recursos contra a homologação do Plano de Recuperação Judicial da Avibras, viabilizando a continuidade do processo de reestruturação.
- A Avibras entrou com recuperação judicial em março de 2022 por crise financeira com dívidas reportadas de 600 milhões de reais; a mudança de direção envolve destituição do ex-proprietário e a transferência de 99% das ações para o Brasil Crédito Gestão.
A Avibras Indústria Aeroespacial encerrou uma greve que durou 1.280 dias, após os trabalhadores aprovarem a quitação de salários atrasados. A empresa está em Jacareí, interior de São Paulo, e a produção deve retornar em abril, após três anos sem operação contínua.
A proposta aprovada pela categoria envolve o pagamento de cerca de 230 milhões de reais, distribuídos em 12 a 48 parcelas conforme a faixa salarial. Ao todo, 1,4 mil pessoas têm valores a receber.
Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, 850 trabalhadores devem ser desligados na reestruturação, com 450 recontratações previstas. O processo de demissões, homologações e contratações ocorre entre março e abril.
Retomada das operações e nova direção
A Avibras afirmou que a decisão dos trabalhadores representa avanço para a reestruturação. A retomada depende ainda da conclusão de ajustes operacionais e da continuidade do Plano de Recuperação Judicial.
A Justiça tinha rejeitado recursos contra a homologação do plano, permitindo o avanço da transição da empresa. Em março de 2022, a Avibras entrou com recuperação judicial, alegando dívidas de cerca de 600 milhões de reais.
A transferência de controle ocorreu após a destituição do ex-proprietário, em julho de 2025, com 99% das ações passando para Brasil Crédito Gestão. A nova direção assume em meio à reativação de atividades e ao foco nos setores de defesa e aeroespacial.
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