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CEO da Petrobras aponta nervosismo no mercado e defende política de preços

Petrobras mantém política de preços, afirma que reajuste de diesel para distribuidoras não deve impactar consumidor; governo zerou PIS/Cofins sobre o combustível

Magda Chambriard, presidente da petroleira estatal, reforçou que a política de preços dos combustíveis segue funcionando (Foto: Lucas Landau/Bloomberg)
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  • A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, defendeu a política de preços da companhia e afirmou que o reajuste do diesel entra em vigor para as distribuidoras a partir de sábado, 14 de setembro.
  • O governo zerou o PIS e Cofins sobre o diesel por meio de medida provisória; a Petrobras anunciou reajuste de R$ 0,38 por litro para as distribuidoras.
  • Chambriard disse que, com os tributos zerados, a diferença no preço ao consumidor deve ficar em cerca de seis centavos por litro, se as margens da cadeia não aumentarem.
  • A executiva comentou a desverticalização da Petrobras, citando a venda da BR Distribuidora (hoje Vibra), e afirmou que a ausência do braço de venda ao consumidor reduz o impacto sobre o preço.
  • Ela também ressaltou a importância de manter o abastecimento, mencionou a participação da Petrobras no diesel nacional e apontou projeção de queda no preço do barril até o fim do ano, além de considerar temporária a taxa de exportação de doze por cento.

O presidente da Petrobras, Magda Chambriard, defendeu, nesta sexta-feira, a política de preços da companhia após a Petrobras anunciar reajuste de diesel para distribuidoras a partir de sábado. Ela afirmou que a estratégia tem bases sólidas e respeita o retorno dos acionistas, tanto do governo quanto do setor privado.

Chambriard ressaltou que a estatal acompanhará o cenário internacional e que novas medidas podem ocorrer a qualquer momento. Sobre o diesel, a executiva disse que a gasolina permanecerá com preço estável e que o reajuste não deverá impactar o consumidor final.

Contexto regulatório e impactos no mercado

O governo editou uma Medida Provisória que zerou PIS e Cofins sobre o diesel. Nesta sexta, a Petrobras informou reajuste de 0,38 reais por litro para as distribuidoras, o que, na prática, pode reduzir margens se os demais elos da cadeia não elevarem preços.

A executiva explicou que, na nota fiscal, o valor correspondente aos tributos era subtraído, mas com a isenção o preço ao consumidor pode variar apenas pouco. Ela indicou que a variação esperada é de cerca de seis centavos por litro, dependendo das margens dos intermediários.

Vibra, privatizações e atuação da empresa

Chambriard lembrou que houve desverticalização com a venda da BR Distribuidora, hoje Vibra, concluída em 2021, quando a Petrobras possuía parte relevante do mercado de combustíveis. Segundo ela, a menor presença da estatal no varejo reduz a possibilidade de influenciar preços diretamente.

A executiva afirmou que a Petrobras continua respondendo aos desafios da volatilidade, com operações para manter abastecimento. A empresa produz cerca de 70% do diesel consumido no país e importa o restante, reforçando a necessidade de manter operação estável.

Perspectivas e sinalizações

A dirigente mencionou que conflitos internacionais impactam o cenário e que governos avaliam medidas para mitigar efeitos da guerra. Ela disse que, com a aproximação do fim do ano, pode haver queda no preço do barril, o que não deve levar a repasses maiores para a sociedade.

Sobre a taxa de exportação de petróleo de 12%, Chambriard afirmou que a medida é temporária e tende a ter impacto limitado sobre o faturamento das companhias em cenários de alta volatilidade. Por fim, reforçou que a Petrobras permanece livre para definir sua política de preços.

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