- A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, defendeu a política de preços da companhia e afirmou que o reajuste do diesel entra em vigor para as distribuidoras a partir de sábado, 14 de setembro.
- O governo zerou o PIS e Cofins sobre o diesel por meio de medida provisória; a Petrobras anunciou reajuste de R$ 0,38 por litro para as distribuidoras.
- Chambriard disse que, com os tributos zerados, a diferença no preço ao consumidor deve ficar em cerca de seis centavos por litro, se as margens da cadeia não aumentarem.
- A executiva comentou a desverticalização da Petrobras, citando a venda da BR Distribuidora (hoje Vibra), e afirmou que a ausência do braço de venda ao consumidor reduz o impacto sobre o preço.
- Ela também ressaltou a importância de manter o abastecimento, mencionou a participação da Petrobras no diesel nacional e apontou projeção de queda no preço do barril até o fim do ano, além de considerar temporária a taxa de exportação de doze por cento.
O presidente da Petrobras, Magda Chambriard, defendeu, nesta sexta-feira, a política de preços da companhia após a Petrobras anunciar reajuste de diesel para distribuidoras a partir de sábado. Ela afirmou que a estratégia tem bases sólidas e respeita o retorno dos acionistas, tanto do governo quanto do setor privado.
Chambriard ressaltou que a estatal acompanhará o cenário internacional e que novas medidas podem ocorrer a qualquer momento. Sobre o diesel, a executiva disse que a gasolina permanecerá com preço estável e que o reajuste não deverá impactar o consumidor final.
Contexto regulatório e impactos no mercado
O governo editou uma Medida Provisória que zerou PIS e Cofins sobre o diesel. Nesta sexta, a Petrobras informou reajuste de 0,38 reais por litro para as distribuidoras, o que, na prática, pode reduzir margens se os demais elos da cadeia não elevarem preços.
A executiva explicou que, na nota fiscal, o valor correspondente aos tributos era subtraído, mas com a isenção o preço ao consumidor pode variar apenas pouco. Ela indicou que a variação esperada é de cerca de seis centavos por litro, dependendo das margens dos intermediários.
Vibra, privatizações e atuação da empresa
Chambriard lembrou que houve desverticalização com a venda da BR Distribuidora, hoje Vibra, concluída em 2021, quando a Petrobras possuía parte relevante do mercado de combustíveis. Segundo ela, a menor presença da estatal no varejo reduz a possibilidade de influenciar preços diretamente.
A executiva afirmou que a Petrobras continua respondendo aos desafios da volatilidade, com operações para manter abastecimento. A empresa produz cerca de 70% do diesel consumido no país e importa o restante, reforçando a necessidade de manter operação estável.
Perspectivas e sinalizações
A dirigente mencionou que conflitos internacionais impactam o cenário e que governos avaliam medidas para mitigar efeitos da guerra. Ela disse que, com a aproximação do fim do ano, pode haver queda no preço do barril, o que não deve levar a repasses maiores para a sociedade.
Sobre a taxa de exportação de petróleo de 12%, Chambriard afirmou que a medida é temporária e tende a ter impacto limitado sobre o faturamento das companhias em cenários de alta volatilidade. Por fim, reforçou que a Petrobras permanece livre para definir sua política de preços.
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