- O Bitcoin está cotado a cerca de US$ 71 mil, com capitalização de mercado estimada em US$ 1,453 trilhão, ocupando a 13ª posição entre os maiores ativos.
- Para ultrapassar o ouro, o BTC precisaria de valor de mercado muito maior, estimado em US$ 1,7 milhão por moeda, cerca de 24 vezes o preço atual.
- O ouro soma aproximadamente US$ 35,427 trilhões de valor de mercado; até lá, o Bitcoin enfrentará gigantes como prata, Nvidia, Apple, Alphabet, Microsoft e Amazon, entre outros.
- Fatores determinantes para a ascensão incluem a oferta limitada a 21 milhões de BTC, o halving e o aumento da demanda institucional, mas existem riscos regulatórios e de segurança.
- A escalada do Bitcoin começou a ganhar impulso nos últimos anos, com avanços significativos em 2020 e 2024, quando superou a Mastercard, a prata e ganhou participação de investidores institucionais.
O Bitcoin está avaliado em cerca de US$ 1,453 trilhão, com preço ao redor de US$ 71 mil por unidade. Hoje, a criptomoeda figura entre os maiores ativos globais, ocupando a 13ª posição por valor de mercado. O ouro segue liderando o ranking com US$ 35,4 trilhões.
Ainda assim, o preço atual deixa claro o tamanho da distância até o ouro. Para que o BTC ultrapasse o metal, seria necessário atingir uma capitalização de mercado superior a US$ 35 trilhões, o que implicaria um preço próximo a US$ 1,7 milhão por unidade, segundo cálculos com base na oferta.
Prata — US$ 4,782 trilhões
A prata continua acima do Bitcoin em valor de mercado. Para superar a criptomoeda, o BTC precisaria alcançar aproximadamente US$ 231 mil por unidade, o que representa mais que o triplo do preço atual.
Nvidia — US$ 4,456 trilhões
A Nvidia, gigante de chips de IA, permanece à frente do Bitcoin. O BTC teria que chegar a cerca de US$ 215 mil por moeda para ultrapassar a empresa.
Apple — US$ 3,762 trilhões
A Apple ainda está acima do BTC. Segundo estimativas, o preço necessário seria próximo de US$ 182 mil por unidade.
Alphabet (Google) — US$ 3,683 trilhões
A Alphabet permanece acima do Bitcoin. Para superá-la, o BTC precisaria de cerca de US$ 178 mil por moeda.
Microsoft — US$ 2,999 trilhões
Entre os gigantes, a Microsoft é uma das mais próximas. O Bitcoin teria de chegar a aproximadamente US$ 145 mil por unidade para superá-la.
Amazon — US$ 2,252 trilhões
A Amazon ainda fica atrás do ouro entre os grandes. O preço necessário seria por volta de US$ 109 mil por BTC.
TSMC — US$ 1,753 trilhão
A TSMC também está acima do Bitcoin. Seria preciso alcançar cerca de US$ 85 mil por moeda.
Saudi Aramco — US$ 1,731 trilhão
A estatal Saudi Aramco mantém valor de mercado superior ao BTC. O preço exigido ficaria próximo de US$ 84 mil.
Meta — US$ 1,615 trilhão
Dono das redes sociais, a Meta também fica à frente do Bitcoin. Seria necessário chegar a cerca de US$ 78 mil por unidade.
O que precisa acontecer para o Bitcoin superar o ouro
Definições de longo prazo poderiam favorecer o BTC: oferta total limitada a 21 milhões de moedas e redução de emissão pela periodicidade de halving. A demanda institucional também é apontada como fator crucial para reduzir moedas disponíveis.
Especialistas citam que o BTC pode valorizar gradualmente à medida que investidores institucionais aumentam participação na oferta restrita. No entanto, há desafios regulatórios e de segurança que precisam ser superados para ampliar a adoção global.
Alguns analistas destacam que ouro e Bitcoin podem coexistir como reservas de valor, cada um com características próprias. Não há consenso sobre o papel único de cada ativo no portfólio de investidores.
Uma escalada que começou há poucos anos
O Bitcoin ganhou posição entre os maiores ativos globais nos últimos anos. Em 2023-2024, a demanda institucional e ETFs de Bitcoin ajudaram a empurrar sua capitalização para patamares recordes. Em 2020, o BTC já superava a capitalização da Mastercard, quando negociado perto de US$ 18 mil.
Desde então, o ativo elevou seu peso relativo entre os maiores ativos do mundo, alimentando previsões sobre até onde pode chegar. As evoluções futuras dependem da continuidade da demanda institucional e da evolução regulatória.
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