- Petrobras exerceu seu direito de preferência e comprou 50% da participação da Petronas na Brava Energia, passando a deter 100% dos campos Tartaruga Verde e Espadarte Módulo III, na Bacia de Campos.
- Valor da operação é de US$ 450 milhões, adicionando cerca de 27,5 mil barris por dia de produção.
- A Brava Energia havia adquirido a participação em janeiro, com previsão de aumentar produção e reduzir alavancagem com os ativos.
- O pagamento ocorre como: US$ 50 milhões na assinatura, US$ 350 milhões no fechamento e duas parcelas de US$ 25 milhões em 12 e 24 meses após o fechamento, com data efetiva de 1º de junho de 2025.
- A transação ocorre em meio a leitura política de expansão da Petrobras pelo governo e críticas a desinvestimentos feitos anteriormente, além de representar o retorno da operação à Petroleira após venda ocorrida em 2019.
A Petrobras exerceu seu direito de preferência e comprou a fatia de 50% da Brava Energia nos campos Tartaruga Verde e Espadarte Módulo III, na Bacia de Campos. A operação foi possível após o acordo entre Brava e a Petronas, que chegou a envolver a estatal malaia. O fechamento envolve US$ 450 milhões, com impacto moderado no balanço da Petrobras.
A transação reduz a participação da Brava nos ativos para 0%, já que a Petrobras passa a deter 100% de participação e a operadora, mantendo o controle estratégico. A Brava, anunciando a aquisição em janeiro, previa aumentar produção e reduzir alavancagem com os ativos.
O valor acordado é considerado modesto pela Petrobras, que produz grande escala na região a partir de Búzios e outras frentes. A operação reacende o debate sobre desinvestimentos realizados em gestões anteriores, apontado por críticos e pelo atual governo.
A venda da participação da Petronas, feita em 2019, por US$ 1,29 bilhão, foi executada durante o governo anterior. Com o novo negócio, a Petrobras passa a ter 100% dos ativos, em um momento de discurso governamental favorável à expansão da estatal.
A Brava via a aquisição de Tartaruga Verde como negócio atrativo, com baixa saída de caixa e incremento de oferta. Em janeiro, a Brava informou produção de 73,8 mil barris por dia para o ativo.
O anúncio aponta que o acordo com a Brava envolve um primeiro desembolso de US$ 50 milhões na assinatura e US$ 350 milhões no fechamento, mais duas parcelas de US$ 25 milhões a 12 e 24 meses após o fechamento. A data efetiva de transação é 1º de junho de 2025.
Analistas destacam que o ajuste de valores pela data retroativa deverá facilitar o carregamento do ativo sem aumento da alavancagem. A transação ocorre em meio a cenário de volatilidade de preços e a discussões políticas sobre privatizações no governo federal.
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