- Assembleia geral do BRB, marcada para quarta-feira, 18, foi cancelada por insegurança jurídica provocada por decisões judiciais sobre a venda de imóveis no processo de capitalização.
- O banco precisa captar até R$ 8,86 bilhões emitindo 1,67 bilhão de ações ordinárias, para reforçar o patrimônio.
- O presidente Nelson Antônio de Souza afirmou que é necessário reavaliar o projeto diante da volatilidade jurídica e buscar qualidade na proposta para acionistas.
- Além da captação no mercado, o BRB avalia estruturar ativos com recebíveis do Distrito Federal e aprofundar estudos técnico-financeiros para a operação.
- Outros caminhos em estudo incluem: (a) fundo de investimento imobiliário com imóveis públicos do DF avaliados em R$ 6,6 bilhões; (b) oferecer esses imóveis como garantia em empréstimo via o Fundo Garantidor de Crédito; (c) venda de ativos do BRB, como carteiras de crédito e participação em outras empresas.
O Banco de Brasília (BRB) cancelou a assembleia geral marcada para esta quarta-feira para deliberar sobre capitalização após a venda de imóveis. A decisão ocorreu em meio a insegurança jurídica gerada pelo vaivém de decisões judiciais sobre o tema.
A instituição informou ao mercado que a indefinição jurídica atrapalha a convicção dos investidores. O banco pretende buscar recursos adicionais para reforçar o patrimônio e retomar o caminho de captação externa.
Segundo o BRB, a opção era aprovar a emissão de até 1,67 bilhão de ações ordinárias, cuja venda poderia captar até 8,86 bilhões de reais. A medida visava aumentar o capital social do banco.
Entre as propostas consideradas, o BRB avalia manter a venda de imóveis no portfólio utilizado para capitalização, com valores estimados em 6,6 bilhões de reais, além de avaliar fluxos de recebíveis do Distrito Federal.
O banco sinaliza ainda que estuda outras alternativas para recompor o patrimônio, incluindo a constituição de um fundo de investimento imobiliário com ativos públicos do DF, já autorizado por lei, e a garantia de empréstimo via o Fundo Garantidor de Crédito (FGC).
Além disso, a gestão do BRB continua analisando a possibilidade de vender ativos próprios, como carteiras de crédito e participações em outras empresas, para recompor o balanço e atender aos limites prudenciais.
Entre na conversa da comunidade