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Cuba abre portas para investimentos de exilados, em virada histórica

Cuba abre portas a investimentos de exilados e estrangeiros, permitindo participação em empresas privadas e abertura de instituições financeiras

Em virada histórica, Cuba declara ‘puertas abiertas’ para investimentos dos exilados
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  • Cuba eliminou todas as proibições a investimentos estrangeiros e busca atrair recursos dos cubanos no exterior, incluindo os que vivem nos EUA.
  • Pela primeira vez desde a revolução, cubanos residentes no exterior poderão adquirir participação em empresas privadas; a nova lei também permite que exilados e estrangeiros abram instituições financeiras.
  • A mudança ocorre após o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, admitir negociações com autoridades do Governo Trump; autoridades enfatizam que as portas estão abertas para investimentos da comunidade cubana no exterior.
  • A decisão é vista como passo gradual de abertura, em meio a crise econômica cubana, com falta de combustível e apagões, e diante de um contexto deressas no preço do petróleo ligado ao conflito no Irã.
  • Especialistas ressaltam que o efeito pode ser limitado, devido a restrições dos EUA e a incertezas jurídicas, ainda que haja expectativa de maior conexão econômica entre Cuba e investidores estrangeiros.

Em uma virada histórica, Cuba anunciou o fim de todas as proibições a investimentos estrangeiros, incluindo de exilados que vivem no exterior. A medida visa atrair capital para estimular a economia diante da crise energética.

Oscar Pérez-Oliva Fraga, vice-primeiro-ministro e ministro de Comércio Exterior e Investimento Estrangeiro, afirmou que não haverá limitações aos investimentos. A declaração ocorreu após reuniões com autoridades cubanas.

Pela primeira vez desde a revolução, cubanos no exterior poderão adquirir participação em empresas privadas. A norma também permite que exilados e investidores estrangeiros abram instituições financeiras no país.

Mudança em curso

A decisão veio dias depois de o presidente Miguel Díaz-Canel admitir negociações com autoridades dos EUA, em um contexto de negociações entre Washington e Havana. A reforma busca diversificar fontes de financiamento.

Diante de apagões diários e falta de combustível, Cuba busca mitigar a crise econômica e o impacto da guerra no petróleo, que elevou os custos de importação e pressionou a inflação.

Desafios e perspectivas

A reforma de 2021 já havia liberado negócios privados para residentes, mas não para o exterior. Organizações do setor avaliam que o efeito prático pode ser limitado, dada a insegurança jurídica.

O economista Paolo Spadoni, da Universidade de Augusta, descreveu a mudança como pragmática e potencialmente impactante, citando oportunidades para laços econômicos com os EUA, ainda com grandes obstáculos.

O New York Times aponta que autoridades norte-americanas avaliam se as mudanças são apenas cosméticas antes de emitir licenças para investimentos cubanos, o que pode atrasar a implementação plena da reforma.

Desde 1959, mais de 1 milhão de cubanos deixou a ilha em busca de melhores condições de vida, contexto que atua como pano de fundo para as mudanças anunciadas.

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