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Fed mantém juros entre 3,50% e 3,75% nos EUA

Fed mantém juros em 3,50%–3,75% e aponta apenas um corte neste ano; petróleo sobe a US$ 108 ante a tensão no Oriente Médio

Os preços do petróleo saltaram de menos de US$ 80 por barril para US$ 108 antes da decisão do Fed
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  • O Federal Reserve manteve a taxa de juros em 3,50% a 3,75% nesta quarta-feira, 18, pela primeira vez desde o início do conflito entre EUA e Irã no Oriente Médio.
  • As projeções indicam apenas um corte de juros neste ano, com a taxa caindo 0,25 ponto percentual até o fim de 2024 e sem sinal claro de timing do movimento.
  • A inflação projetada pelo Fed para o fim deste ano é de 2,7%, acima da meta de 2%, e o desemprego deve permanecer estável em 4,4%.
  • O Fed considerou incertas as implicações econômicas do conflito no Oriente Médio, ainda que o cenário central mostre crescimento moderado e inflação em trajetória próxima à meta.
  • Na visão de crescimento, o Fed elevou ligeiramente a projeção para 2,4% em 2026 (vs. 2,3% anterior) e mantém expectativa de inflação de 2,2% até o fim de 2027; houve dissidência de Stephen Miran, que votou pela redução de juros.

O Federal Reserve manteve as taxas de juros em 3,50% a 3,75% nesta quarta-feira, 18. A decisão ocorreu após o início da crise entre EUA e Irã e Israel. O mercado já esperava o aperto estável, mas as projeções destacam como o conflito pode impactar a economia.

Antes da divulgação, o preço do petróleo saltou para US$ 108 por barril, com reação também na gasolina nos EUA. Dados de inflação indicaram aceleração no atacado, mesmo sem o desdobramento direto do conflito. O Fed manteve o tom da sua última comunicação.

A decisão foi anunciada junto com o comunicado de política monetária, cuja essência permanece semelhante à de janeiro. As projeções indicam apenas um corte de juros neste ano, sem sinal claro de quando ocorreria.

Projeções

O Fed prevê inflação de 2,7% ao fim de 2024, pouco acima da meta, e desemprego estável em 4,4%. O crescimento fica em 2,4% para 2026, com inflação de 2,2% até 2027. A visão permanece aberta a choques externos, como o petróleo mais caro.

Entre os oficiais, o diretor Stephen Miran votou contra a decisão, defendendo um corte na taxa de juros. A maior parte do comitê manteve a linha de manter a política atual neste ciclo.

A instituição sinaliza que, por ora, está olhando além do choque inicial e acompanha a demanda interna. A inflação acompanharia a trajetória de descompressão gradual, alinhada à meta de longo prazo.

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