- Analistas do Goldman Sachs dizem que, com a guerra no Oriente Médio, o choque é maior para combustíveis refinados como diesel e combustível de aviação do que para o petróleo bruto.
- Interrupções nas exportações do Estreito de Ormuz levaram a reduções na produção de petróleo bruto e a interrupções em refinarias, elevando preços de alguns produtos mais do que do petróleo em si.
- O Brent supera US$ 100 por barril, e os custos de combustível dispararam em partes da Ásia, com exportações sob pressão em países como Coreia do Sul, China e Tailândia.
- A maior parte das exportações de petróleo bruto do Golfo Pérsico é de petróleo médio e pesado, usados para fabricar diesel, combustível de aviação e óleo combustível, o que amplia o risco de oferta de derivados.
- A Ásia depende de quase 50% da nafta do Golfo Pérsico, enquanto a Europa depende de 40% do combustível de aviação proveniente da região.
O GS Goldman Sachs aponta que o choque no mercado de petróleo, provocado pela guerra no Oriente Médio, tende a impactar mais os combustíveis refinados do que o petróleo bruto. Análise aponta aumento de preços em diesel, combustível de aviação e óleo combustível.
Os analistas Yulia Zhestkova Grigsby e Daan Struyven destacam que o petróleo bruto médio-pesado enfrenta interrupções de suprimentos, elevando riscos de menor produção nesses itens. O cenário ocorre com a interrupção quase total das exportações via Estreito de Ormuz.
A tensão geopolítica levou produtores a reduzir a produção e interromper operações de refinarias, pressionando os preços de referência. O Brent já supera US$ 100 por barril, com altas superiores em alguns produtos refinados.
Impacto regional e fluxo de combustíveis
Na Ásia, custos de combustível chegaram a dobrar em algumas áreas, com Coreia do Sul, China e Tailândia limitando exportações para proteger mercados locais. A Goldman aponta que quase 60% das exportações de petróleo bruto do Golfo Pérsico são de petróleo médio e pesado, usados na produção de combustíveis.
A demanda externa também é afetada: a Ásia importa quase 50% da nafta proveniente do Golfo Pérsico, enquanto a Europa depende de 40% do combustível de aviação da região. Produtores alternativos fora do Oriente Médio são mais restritos, ampliando a pressão sobre refinarias.
A interrupção global decorrente do conflito também afeta nafta, insumo petroquímico essencial, e o combustível de aviação, conforme o Goldman Sachs. O cenário sugere que nenhum produto ou região permanece totalmente imune.
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