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IEA lança 10 dicas rápidas de economia de combustível; muitos países já adotam

IEA divulga dez medidas rápidas para reduzir o consumo de combustíveis; governos já adotam ações como redução de jornada, ensino remoto e limites de viagem

An employee at a depot waits to distribute household cylinders of liquified natural gas to consumers, in Lucknow, India, Wednesday, March 11, 2026.
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  • A Agência Internacional de Energia divulgou dez recomendações rápidas para reduzir a demanda por combustíveis fósseis, com medidas que já vêm sendo adotadas por vários países.
  • A IEA afirma que a guerra no Médio Oriente provocou a maior interrupção de oferta já vista no mercado global de petróleo, contribuindo para juros de energia.
  • Países vêm adotando medidas de economia de combustível, como fechamento de escolas, redução de horários de trabalho e mudanças no uso de transporte público, para poupar energia.
  • O setor de viagens tem sido impactado com tarifas elevadas e rotas mais longas, elevando o consumo de combustível e os custos.
  • Há riscos para a segurança alimentar em vários lugares, com medidas como controle de preços de pão no Egito e impactos na produção e transporte de alimentos devido aos preços do combustível.

O International Energy Agency (IEA) anunciou 10 recomendações rápidas para reduzir a demanda por combustíveis fósseis, com foco em medidas de curto prazo para proteger consumidores diante da crise energética. A instituição destaca ações que já vêm sendo adotadas por diversos países.

A guerra no Irã provocou interrupções significativas no fornecimento de petróleo e gás, elevando preços e dificultando o abastecimento. O estreito de Hormuz, passagem de cerca de 38 km, continua a influenciar o cenário mundial, refletindo vulnerabilidades ligadas à dependência de importações.

Países de diversas regiões já implementam cortes e ajustes para economizar energia, como fechamento de universidades, redução de horas de trabalho e orientações para reduzir o uso de ar condicionado. Essas medidas visam conter aumentos de custos para famílias e empresas.

Medidas em prática ao redor do mundo

Bangladesh adiou o encerramento de aulas e antecipou feriados para reduzir deslocamentos. Pakistan reduziu em 50% as folhas de pagamento de energia de órgãos públicos, adotou semana de trabalho de quatro dias e favoreceu o teletrabalho. Filipinas reduziu horas de funcionamento público.

Thailand implementou diretrizes para servidores: subir temperatura do ar condicionado para 27°C, usar roupas mais leves e evitar elevadores. Vietnã sugeriu que empresas incentivem o teletrabalho para reduzir demanda de energia.

Impactos na mobilidade e na alimentação

A aviação mundial sofre com custos de combustível e horários reduzidos, levando a rotas mais longas e maior consumo de combustível. A Qantas precisou parar em Singapura para reabastecer em rota de Perth a Londres, aumentando o tempo de viagem.

No setor alimentício, o Egito limitou o preço do pão para conter inflação. O custo do trigo no país subiu acentuadamente, o que pode comprometer a qualidade quando o governo impõe tetos. Fertilizantes nitrogenados, fortemente dependentes de gás natural, elevam a exposição de produtores a choques energéticos.

Perspectivas e recomendações da IEA

A IEA orienta desviar o uso de GLP da área de transporte para consumo doméstico e incentivar cozinhar com opções elétricas, reduzindo a dependência de GLP. Economias podem buscar maior autonomia energética para mitigar oscilações de preço.

Representantes de organismos internacionais ressaltam que a volatilidade de combustíveis afeta orçamentos familiares, empresas e cadeias produtivas. A transição para energias alternativas é apresentada como caminho para reduzir vulnerabilidades a choques geopolíticos.

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