- A New Fortress Energy anunciou a separação de seus negócios no Brasil, criando a plataforma independente BrazilCo, dedicada a gás natural liquefeito e energia elétrica, como parte de uma reestruturação para credores.
- A BrazilCo será controlada por um consórcio de investidores institucionais globais, enquanto a New NFE reunirá os demais ativos globais do grupo e será de capital aberto.
- O acordo de reestruturação visa reduzir a dívida de US$ 5,7 bilhões para US$ 527,5 milhões, com lançamento previsto para abril.
- A BrazilCo operará como plataforma de infraestrutura energética, com foco na importação de GNL, regaseificação e geração de energia, incluindo projetos em andamento e novos aportes, como o Terminal de Gás Sul, em Santa Catarina.
- A transação deve ser concluída em meados de 2026, sujeita a condições usuais e aprovações regulatórias, mantendo o impulso de projetos como as usinas Celba 2 (624 megawatts) e PortoCem (1.600 megawatts).
A New Fortress Energy (NFE) anunciou a separação de seus negócios no Brasil, criando a plataforma BrazilCo, independente, com foco em GNL e geração de energia. A operação faz parte de um acordo de reestruturação com credores, para reduzir a dívida de US$ 5,7 bilhões para US$ 527,5 milhões, com lançamento previsto para abril.
A BrazilCo ficará sob controle de um consórcio de investidores institucionais globais, com perfil em infraestrutura e experiência em ativos brasileiros, segundo a NFE. A unidade funcionará como plataforma autônoma de infraestrutura energética, voltada à importação, regaseificação de GNL e geração de energia.
A New NFE será a empresa de capital aberto que reunirá os ativos globais remanescentes do grupo, conforme o plano de reestruturação consensual acordado com credores. A conclusão da transação está prevista para meados de 2026, sujeita a aprovações regulatórias.
Avanços e oportunidades no Brasil
A liderança da BrazilCo no Brasil buscará concluir projetos em andamento e explorar novas frentes, incluindo oportunidades para o Terminal de Gás Sul (TGS), em Santa Catarina, com participação em leilão de capacidade do governo na semana em curso. A companhia destaca o TGS como ativo estratégico para o desenvolvimento econômico.
O comunicado da NFE aponta que o TGS pode ampliar o fornecimento e a flexibilidade do sistema elétrico, integrando-se a parcerias industriais, em linha com a estratégia já adotada em Barcarena. Além disso, a BrazilCo atuará para finalizar projetos de usinas termelétricas no Paraná.
Outros ativos no radar da empresa
Entre as iniciativas, a BrazilCo pretende avançar com as usinas Celba 2, de 624 MW, e PortoCem, de 1.600 MW, já previstas no portfólio termelétrico brasileiro. A transação dependerá de aprovações regulatórias e de condições usuais de fechamento.
A NFE enfatizou que a reestruturação visa reduzir o endividamento e manter a continuidade dos projetos no Brasil, preservando a capacidade de atendimento e a segurança energética do país.
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