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Recursos da União aos Correios pode ficar para 2027, diz ministra

Governo avalia aporte aos Correios apenas em 2027; novo empréstimo entre 5 e 6 bilhões com garantia da União, diante de orçamento e demanda de crédito

A ministra de Gestão e Inovação de Serviços Públicos, Esther Dweck, em atividade no Ministério
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  • A ministra da Gestão informou que a União não deve injetar recursos nos Correios neste ano; o aporte pode ocorrer em 2027, conforme prevê o contrato com bancos.
  • Enquanto avalia o novo empréstimo, a estatal busca crédito entre cinco e seis bilhões de reais, com garantia da União para honrar pagamentos em caso de inadimplência.
  • O governo avalia manter o aporte até 2027 caso o novo empréstimo seja aprovado ainda neste ano; a medida pode aliviar financeiramente os Correios.
  • Em 2025, cinco bancos concederam um crédito inicial de 12 bilhões de reais aos Correios; a chance de uma segunda rodada de financiamento é vista com redução de interesse pelos bancos.
  • A reestruturação dos Correios apresenta sinais positivos: redução de custos com negociações de dívidas e melhora no fluxo de caixa, embora a recuperação de receitas ainda não tenha atingido o ritmo esperado.

O governo não deve injetar recursos nos Correios neste ano. A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, disse que o aporte pode ocorrer apenas em 2027, conforme o contrato de empréstimo assinado em 2024 entre a estatal e bancos.

Segundo ela, o que está em estudo é se o aporte ocorre ainda neste ano ou até 2027. A possibilidade de um novo crédito para os Correios está sendo avaliada, com a ideia de aliviar a situação financeira da empresa.

Situação financeira e operação de crédito

A administração dos Correios está mirando um novo empréstimo entre 5 bilhões e 6 bilhões de reais. A União manteria garantia, respondendo pelos pagamentos em caso de inadimplência, caso o crédito seja aprovado neste ciclo.

No fim de 2025, bancos privados e estatais concederam 12 bilhões de reais aos Correios. Há expectativa de menor interesse em uma nova rodada de financiamento, diante das condições de mercado.

A reestruturação da estatal avança sem mudanças no cronograma oficial. Relatórios indicam melhora do fluxo de caixa por iniciativas que não estavam no planejamento inicial, como negociações com credores e custos com fornecedores.

Além disso, o processo envolve parcelamentos de sentenças judiciais. Cerca de 700 milhões de reais foram divididos com carência de três meses e nove meses para o pagamento, reduzindo o impacto no caixa.

Perspectivas e impactos

Especialistas dizem que a recuperação de receitas ainda não atingiu as metas, mas há expectativa de melhoria nos próximos 12 meses com a retomada de rotas de entregas. As autoridades ressaltam que o aporte de 2027 está condicionado ao cenário orçamentário.

A ministra afirmou que, embora o aporte atual não seja descartado, ele está sujeito a estudos e às condições de crédito disponíveis no mercado, mantendo o objetivo de equacionar as finanças da estatal.

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