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Copom reduz juros para 14,75% ao ano ante impactos da guerra no Irã

Copom reduz Selic a 14,75% ao ano em decisão unânime, sob efeitos da guerra no Oriente Médio e elevação do preço do petróleo

Banco Central cortou sua taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, na primeira redução desde 2024 (Foto: Arthur Menescal/Bloomberg)
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  • O Copom cortou a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,75% ao ano, decisão unânime.
  • Foi a primeira redução desde 2024; 19 dos 30 analistas pesquisados pela Bloomberg previam o corte, 10 estimavam recuo maior e um esperava manter em 15%.
  • O comitê afirmou manter serenidade e cautela, levando em conta a incerteza com conflitos no Oriente Médio e seus efeitos sobre os preços e o petróleo, que ficou acima de US$ 100 por barril.
  • O governo brasileiro atuou para atenuar impactos, reduzindo temporariamente imposto sobre combustíveis e criando taxa sobre exportações de petróleo para compensar a perda de receita.
  • A inflação brasileira segue acima da meta, com 3,81% em fevereiro; a projeção para 2026 subiu para 4,1%, e o crescimento da economia deve permanecer fraco.

O Copom, órgão do Banco Central, reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,75% ao ano. A decisão foi tomada de forma unânime na noite de quarta-feira, marcando a primeira redução desde 2024.

Os ministros que compõem o Comitê, sob a condução de Gabriel Galípolo, mantiveram o foco na contenção da inflação diante da desaceleração econômica e da pressão causada pela escalada dos conflitos no Oriente Médio, segundo relatos da Bloomberg.

A pesquisa com 30 analistas apontava 19 apostas de queda de 0,25 p.p., 10 de 0,50 p.p. e 1 voto pela manutenção em 15% ao ano. O BC não forneceu orientação sobre movimentos futuros.

No comunicado, o Copom destacou a necessidade de serenidade e cautela na calibração da política monetária, citando a incerteza sobre a profundidade e duração dos conflitos no Oriente Médio e seus impactos nos preços.

O episódio acompanharam oscilações no mercado de títulos públicos, impulsionadas pela volatilidade global do petróleo, que superou a marca de US$ 100 por barril. O Tesouro teve de intervir para oferecer liquidez e estabilizar negociações.

A elevação dos preços do petróleo também alimenta riscos para a inflação brasileira, pressionando as expectativas para 2026. Economistas revisaram para cima as projeções de inflação, com estimativas de 4,1% para o próximo ano.

Paralelamente, o governo adotou medidas de contenção para proteger a economia, incluindo corte de imposto federal sobre combustíveis e taxação de exportações de petróleo bruto para compensar a queda de receita.

Essa atuação coincide com a conjuntura de crescimento mais fraco no Brasil, após o PIB ter avançado apenas 0,1% no quarto trimestre. Analistas consultados pelo BC projetam expansão anual de cerca de 1,8% em 2026.

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