- Copom reduziu a Selic de 15,00% para 14,75% ao ano na reunião de 18 de março, primeira queda desde maio de 2024.
- A taxa real brasileira ficou em 9,51%, a segunda maior do mundo, atrás da Turquia (10,38%).
- A inflação projetada para o fim de 2026, segundo o Boletim Focus, subiu para 4,1%.
- O petróleo subiu após ataques no Oriente Médio: Brent chegou a 107,38 dólares o barril e WTI fechou em 96,32 dólares.
- Mandatos de dois diretores do Copom chegaram ao fim; Lula ainda não enviou as indicações. Próximas reuniões do Copom em 2026: 28–29 de abril, 16–17 de junho e 4–5 de agosto.
O Comitê de Política Monetária do Banco Central decidiu reduzir a Selic em 0,25 ponto percentual, de 15% para 14,75% ao ano, nesta quarta-feira. A decisão foi unânime e marca a primeira queda desde maio de 2024.
Apesar da queda, o Brasil mantém, nesta quarta, a segunda maior taxa real de juros do mundo, segundo levantamento das consultorias MoneYou e Lev Intelligence. A taxa real chega a 9,51%, atrás apenas da Turquia.
O estudo compara a taxa de juros de mercado com a inflação projetada para os próximos 12 meses. Entre os países com maiores juros reais estão ainda Rússia e Argentina, com 9,41%, e México, com 5,39%.
Boletim Focus divulgado na segunda-feira estimou inflação em 4,1% para o fim de 2026, acima da projeção de 3,91% de duas semanas antes. O mercado acompanha as sinalizações sobre a evolução de preços.
A elevação ou redução da Selic tem o objetivo de controlar a demanda agregada e a inflação. Com a queda, o crédito tende a ficar mais barato e o consumo pode ganhar impulso, contribuindo para o crescimento.
Nesta segunda reunião de 2026, o Copom contou com dois ausentes em razão do término dos mandatos de dois diretores. Os nomes dos substitutos dependem de indicação do presidente eleito e aprovação do Senado.
A nomeação de novos integrantes permanece em mãos do presidente Lula, que não apresentou as escolhas até o momento. A composição atual do Copom reúne Nilton David, Ailton Aquino, Paulo Picchetti, Rodrigo Teixeira, Izabela Correa, Gilneu Vivan e Gabriel Galípolo.
Programação de reuniões para 2026 já está definida: 28-29 de abril, 16-17 de junho, 4-5 de agosto, 15-16 de setembro, 3-4 de novembro e 8-9 de dezembro.
Resumo das decisões anteriores do Copom desde o ano passado: janeiro, 12,25% para 13,25%; março, 13,25% para 14,25%; maio, 14,25% para 14,75%; junho, 14,75% para 15%; julho, setembro, novembro e dezembro de 2025 mantiveram 15%; janeiro de 2026, também em 15%.
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