- Em janeiro, quase quatrocentos milionários de vinte e quatro países pediram a líderes globais que aumentem a taxação sobre os ultrarricos, alegando impactos negativos da desigualdade.
- O debate ganha força nos Estados Unidos e na Europa, com governos buscando novas receitas para políticas verdes, defense e digitalização.
- Nos Estados Unidos, estados avaliam novas faixas de imposto para os ricos, imposto sobre patrimônio e taxas sobre ganhos de capital; Califórnia propõe tributo de 5% sobre fortunas acima de um bilhão de dólares.
- Nações como Noruega, Espanha e Suíça já adotaram imposto sobre riqueza; França, Reino Unido e outras nações discutem medidas semelhantes para afetar grandes fortunas.
- No âmbito internacional, a presidência brasileira do G-20 apoiou propostas de cooperação para taxar ultra ricos, incluindo um imposto mínimo global para grandes corporações e um imposto de 2% sobre fortunas acima de 1 bilhão de dólares.
O debate sobre taxar os ricos ganha fôlego globalmente, com ativistas milionários e propostas do G-20 ganhando espaço nos EUA e na Europa. Em janeiro, quase 400 milionários de 24 países pediram a aumento de tributos aos ultrarricos, alegando impactos na política, na desigualdade e no clima.
Os signatários enviaram uma carta aberta para coincidir com o Fórum Econômico Mundial em Davos. Entre eles estão Brian Eno, Tim e Abigail Disney e Veronica Marzotto, que afirmam que poucos oligárquicos exercem poder excessivo sobre democracias e inovação.
Eles defendem que a riqueza extrema concentra controle e agrava pobreza e exclusão. O grupo afirma que é hora de reduzir esse poder e abrir caminho para o progresso para todos, taxando os ultrarricos. O tom é de urgência e de mobilização.
Debates e propostas globais
A desigualdade persistente alimenta discussões sobre tributação da riqueza em diversos países. Oxfam aponta que, desde 2015, o 1% mais rico detém mais riqueza do que o resto do mundo, reforçando pressões por mudanças fiscais.
No Brasil, França, Reino Unido e EUA, governos avaliam caminhos como novos tramos de renda para altos ganhos, impostos sobre patrimônio ou taxas sobre ganhos de capital. Em alguns locais, propostas já avançam para votação ou implementação.
Na prática, governos enfrentam dilemas sobre como arrecadar recursos para políticas verdes, defesa e digitalização. Propostas variam desde impostos sobre fortuna até ajustes para heranças e ganhos de capital. A eficácia varia conforme o país.
Cenário internacional e impactos previstos
Na Europa, países com alta tributação de renda concentram-se em riqueza, em contraste com políticas norte-americanas. Em Washington, já tramita uma taxação adicional sobre rendimentos acima de US$ 1 milhão. Em cidades, como Nova York, há propostas de aumento para milionários.
No âmbito global, diretrizes do G-20 e estudos do FMI destacam que tributar rendimentos de capital pode melhorar a arrecadação, com ou sem eliminar brechas. O objetivo é reduzir desigualdade e financiar serviços públicos, segundo especialistas.
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