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Pré-mercado: Copom e Fed revelam expectativas sobre alta do petróleo

Mercados aguardam Copom e Fomc; petróleo acima de US$100 aumenta incerteza sobre cortes da Selic e sobre diretriz do Fed

Sede do Banco Central em Brasília: investidores esperam corte menor da Selic (Foto: Reuters)
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  • Copom e Fomc discutem hoje as diretrizes de política monetária, em meio a incertezas acentuadas pela guerra no Irã e pela alta do petróleo, que supera US$ 100 por barril.
  • As expectativas de cortes na Selic mudaram rápido: havia chance de queda de 0,50 ponto, mas essa probabilidade caiu significativamente na véspera das decisões.
  • O mercado revisou projeções do Banco Central: o Focus elevou a estimativa da Selic ao fim de 2026 de 12,13% para 12,25% e o IPCA de 2026 de 3,91% para 4,10%.
  • Grandes bancos ajustaram seus cenários: alguns passaram a prever cortes menores de 0,25 a 0,50 ponto, devido ao choque do petróleo e à incerteza sobre a duração do conflito; JP Morgan mantém o corte de 0,50 ponto, em tese.
  • Nos Estados Unidos, a probabilidade de manter a taxa de juros entre 3,50% e 3,75% é alta (cerca de 98,9%), com foco na sinalização de próximos passos pelo Fomc.

O Copom e o Fomc encerram suas reuniões nesta quarta-feira, 18 de março, em um ambiente marcado pela instabilidade causada pela guerra no Irã. Investidores acompanham as informações que podem influenciar petróleo, inflação e taxas de juros.

O mercado reagiu ao conflito no Oriente Médio desde os primeiros ataques, com o petróleo acima de US$ 100 por barril. O Brent fechou perto de US$ 105,70 na véspera e opera em torno de US$ 103,23 no início desta sessão.

As projeções para a política monetária mudaram rapidamente. O Focus do BC elevou a Selic projetada para o fim de 2026 de 12,13% para 12,25%, e o IPCA de 2026 subiu para 4,10%. A volatilidade pressiona decisões tanto do Copom quanto do Fomc.

Antes do conflito, a probabilidade de corte de 0,50 p.p. na Selic chegava a 83%; já na véspera caiu para 14%, com 64% para 0,25 p.p. e 21% para manter. O petróleo é hoje a variável de maior risco, influenciando a inflação prevista.

Bancos internacionais ajustaram expectativas. Goldman Sachs elevou a inflação de 2026 para 4,4% e sinalizou 25 p.p. de corte inicial, não mais 50 p.p. BNP Paribas e Citi também reduziram o tamanho do corte. JP Morgan mantém cenário de 50 p.p. caso o choque seja transitório.

Nos Estados Unidos, o mercado espera manutenção da meta de juros entre 3,50% e 3,75%. A sinalização sobre o caminho da política permanece incerta, apesar de 98,9% de probabilidade de manutenção na última leitura de mercado.

Diante disso, as bolsas e os ETFs giraram no terreno positivo com a leve queda inicial do petróleo. Investidores aguardam as comunicações do Copom e do Fomc para confirmar direções de curto prazo nos ativos brasileiros e globais.

Indicadores a considerar hoje apontam para nova leitura de juros no Brasil (Selic em 14,75% esperado), desempacotando o impacto do petróleo na inflação. Nos EUA, inflação no atacado (IPP) de fevereiro veio com expectativas mais fracas que o anterior.

O Copom divulga comunicado e o Fomc, com coletiva de Jerome Powell, definem a trajetória de juros. Ambos os comunicados tendem a moldar a percepção de risco e o custo de capital nos mercados pelo restante da semana.

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