- Portugal lidera o ranking global de sistemas alimentares mais resilientes, seguidos por França e Reino Unido, segundo o índice da Economist Impact.
- O estudo avalia quatro pilares: acessibilidade, disponibilidade, qualidade e segurança, e resposta a riscos climáticos; a resiliência média frente a riscos climáticos é a mais baixa, em 56,43 pontos.
- No pilar de risco climático, o Reino Unido aparece na liderança com 71,27 pontos; Portugal fica em terceiro lugar, com 69,41.
- Na União Europeia, Romênia e Hungria aparecem como as menos resilientes no índice.
- Quinze países respondem por 70% da produção mundial; entre eles, França, Holanda, Alemanha, Bélgica, Espanha e Polônia são grandes exportadores; na Europa, o custo de uma dieta saudável é 2,42% do PIB per capita e há desperdícios de 13,2% da produção antes do varejo e 19% em domicílios.
Portugal lidera índice global de sistemas alimentares mais resilientes, aponta estudo
Um relatório de Economist Impact avaliou 60 países considerando acessibilidade, disponibilidade, qualidade/sicurezza e resposta a riscos climáticos. O objetivo: medir a capacidade dos sistemas alimentares de enfrentar mudanças climáticas e conflitos.
Entre os países mais resilientes, Portugal aparece em primeiro, seguido pela França e pelo Reino Unido. A média de desempenho na dimensão de resposta ao risco climático ficou abaixo de 60 pontos, revelando fragilidades estruturais em diversas nações.
O estudo mostra que apenas 15 países respondem por 70% da produção mundial de alimentos, com a França e a Alemanha como únicos representantes da UE na lista de grandes produtores. Países baixos costumam depender de rotas comerciais e reservas para a segurança alimentar.
Na prática, a pesquisa reforça a importância de manter acesso a uma dieta acessível e saudável, mesmo diante de choques. Em termos de custo, a alimentação saudável representa 2,42% do PIB per capita médio na Europa.
Desperdício e perdas também aparecem como gargalos: 13,2% da produção é perdida antes do varejo, e 19% é desperdiçada em casa, segundo o levantamento. As etapas de distribuição e consumo, portanto, permanecem como alvos de melhoria.
Principais produtores e exportadores globais incluem França, Holanda, Alemanha, Bélgica, Espanha e Polônia, que figura entre os maiores exportadores. O relatório enfatiza o papel de corredores comerciais na segurança alimentar mundial.
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