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Bancos deixam de discutir entrar em cripto e se concentram em escalar o negócio

Bancos deixam de ver cripto como experimento e passam a buscar escala: distribuição, integração e tokenização como próximos passos

Imagem da matéria: Bancos já não discutem se vão entrar em cripto, mas como escalar o negócio cripto
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  • Bancos tratam cripto como frente estratégica, com foco em distribuição, liquidez e casos de uso institucionais; não é mais se entram, e sim como entram.
  • Lideranças destacam que cripto para bancos é sobre como, não se vão entrar; distribuição em massa pode ampliar adoção.
  • Dados indicam que mais de cinquenta por cento dos clientes de varejo que investem em criptomoedas não tinham investido em mercados de capitais antes.
  • Convergência entre modelos é a tendência, com bolsas e plataformas cripto oferecendo produtos já associados a bancos, e instituições financeiras avançando em espaços antes dominados por exchanges.
  • O principal gargalo é a integração entre serviços de cripto e a operação tradicional, incluindo aplicativo, reporte, compliance e gestão de risco; tokenização passa a ser foco prático, com stablecoins e pagamentos como próximos casos de uso.

Bancos precisam escalar o mercado cripto, não apenas testar. Em painel no Merge São Paulo, executivos destacaram que a discussão hoje é sobre como trazer produtos, liquidez e casos de uso com alcance institucional. A percepção mudou: cripto já é estratégia, não experimento.

A visão de liderança aponta que bancos devem ampliar distribuição e oferecer mais opções de investimento em ativos digitais. O argumento é que instituições tradicionais podem acelerar a adoção mantendo a conformidade e a escalabilidade do sistema financeiro.

A Bitpanda observou que a adesão cresce quando há distribuição ampla. Dados de clientes de varejo que investem em cripto costumam não ter histórico em mercados de capitais, mostrando que a presença bancária atrai novos perfis de investidor.

Convergência entre bancos e exchanges

A Deutsche Börse aponta que não é substituição, mas convergência entre modelos. Bolsas passam a oferecer produtos antes restritos a bancos, enquanto instituições financeiras expandem para espaços antes dominados por exchanges. Coexistência é a tendência.

Para o desafio de integração, a liquidez e a custódia já não aparecem como gargalos. O foco passa pela conexão entre serviços cripto e a estrutura bancária, incluindo aplicativo, compliance e gestão de risco.

O Itaú Unibanco sinalizou que a agenda institucional já envolve stablecoins, pagamentos e tokenização. A entrada dos bancos passa a depender de quais peças da nova infraestrutura financeira eles pretendem capturar, não apenas de comprar criptos.

Tokenização como etapa prática

A tokenização é tratada como frente concreta, com regulamentação como guia principal. Jurisdições diferentes exigem incentivos regulatórios distintos, segundo especialistas. O ritmo depende mais da arquitetura regulatória do que da narrativa.

Os convidados enxergam 2026 como ano-chave para a tokenização e para a infraestrutura que sustenta ativos tokenizados. A construção do ecossistema deve favorecer a integração entre cripto e serviços financeiros tradicionais.

A conversa indica que a entrada bancária no setor tende a ir além da oferta ao varejo, buscando trilhos mais amplos de mercado. O desafio agora é transformar presença inicial em escala, produtos aderentes e participação relevante na nova infraestrutura financeira.

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